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Ventos e tempestades

por Naçao Valente, em 03.09.15

Quem semeia ventos colhe tempestades. O mundo ocidental anda há anos a semear ventos no Médio Oriente. Primeiro derrubou Saddam Hussein, um ditador, mas que mantinha o Iraque unido e estável. A desestabilização do Iraque não contribuiu para melhorar a situação do povo iraquiano. Antes pelo contrário. Ajudou a criar uma anarquia política favorável ao aparecimento de movimentos fundamentalistas. Hoje, a nação iraquiana perdeu parte do seu território para um grupo de terroristas, que usam a designação de estado islâmico.Hoje, a sua população vive em permanente instabilidade e sobressalto. Em segundo lugar, o Ocidente fomentou e alimentou as chamadas primaveras árabes. O que resultou desses movimentos supostamente libertadores? Até agora a continuação da repressão, da ditadura e da exploração. Até agora uma guerra civil interminável na Síria, com milhares de mortos e grande destruição. Uma guerra que permitiu a ascensão de bandidos à solta travestidos de estado soberano.

A factura dessa política irresponsável está a ser apresentado. Por um lado o agravamento das condições de vida das populações mais atingidas e por outro a insegurança gerada pelo conflito armado, está a empurrar pessoas desesperadas para o continente europeu. O sangue que ajudou a derramar está a cair-lhe sobre a cabeça. Cabe à UE como responsável pela desestabilização e pelo cumprimento dos seus valores humanistas, acolher esses milhares de refugiados que lutam pela sobrevivência. No entanto, a solução para o problema encontra-se a montante. Compete ao Ocidente aplicar medidas que estabilizem o Médio Oriente e permitam níveis de desenvolvimento que tenham reflexos no bem-estar geral. Tarefa árdua, sem dúvida, mas  que se torna cada dia mais urgente.         

 

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O IV Reich

por Naçao Valente, em 16.07.15

Na Alemanha, Schauble tem uma taxa de popularidade de 70%. (Visão) Hitler também teve altos níveis de popularidade e destruiu a Europa, Alemanha incluida. O novo Reich (IV) na senda dos anteriores está, de uma outra forma, a desfazer o projecto de unidade europeia. Os Alemães nunca aprenderam História. Ao humilhar a Grécia, por racismo político, abriu uma caixa de Pandora de consequências imprevisíveis. Hitler tem muitos rostos.

MG

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Prédica de Pedro aos mexilhões

por Naçao Valente, em 03.02.15

Ouvi-me com atenção mexilhões. Eu sei que estais habituados a bater na rocha, especialmente se o mar estiver agitado. Até ganhaste uma carapaça protectora e ainda bem senão já estáveis em via de extinção. Mas isso foi chão que já deu uvas. Se calhar, não entendeis a minha linguagem conotativa. É normal. Fostes criado para apanhar na tola e não a usar com racionalidade. Essa função foi destinada aos eleitos de que faço parte, com muito poucos como a D. Merkel, o Schaulble, e poucos mais. O que vos quero dizer, na vosso linguajar é que comigo já não sois os mais fodidos. Quem são perguntam vocês? Olhem e vejam. São essa camada de ricos e poderosos. Quais? Olhem os banqueiros, os políticos, que como podem ver andam todos numa fona. Não percebem? É fácil. Leiam o Correio da Manhã e o Sol. O quê? Os funcionários públicos? Os reformados? É verdade que se tiraram alguns direitos a esses. Mas deixai-me ensinar-vos na vossa ignorância: não são mexilhões, são moluscos, são uma cambada de gastadores inúteis a sugar-vos o sangue e o dos vossos descendentes. Ou seja lixam-vos e ainda se babam. Queriam comer-vos mas eu não deixei. Mas afinal quem são os mexilhões? Sois vós quando votais, porque tendes esse direito e deveis usá-lo a meu favor. E confiai na minha palavra. Eu sou Pedro e o que vos digo está dito. Ámen. 

MG

MG

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Grande Guerra

por Naçao Valente, em 28.07.14

 Imagem Wikipédia

 

Faz hoje cem anos. Em 28 de Julho de 1914 a Áustria-Hungria invade a Sérvia. A seguir dá-se a invasão da Bélgica pela Alemanha. Estava dado o tiro de partida para a primeira Grande Guerra do século XX. Começou na Europa mas terminou como guerra mundial. O equilíbrio de forças e os novas armamentos prolongaram o conflito por longos quatro anos. De uma guerra de movimentos eternizou-se numa guerra de trincheiras. Da sua herança fazem parte milhões de mortos, destruição material e económica. Uma das lições a tirar é que se sabe quando se entra numa guerra, mas não se sabe quando se sai. Uma outra lição é a de que independentemente do vencedor todos são perdedores. Mas a lição que se extrai de todas as guerras é que devemos lutar todos os dias pela paz. Pena é que os "fazedores de guerras" não o entendam ou não o queiram entender.

 

MG

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Crónica de uma eliminação anunciada

por Naçao Valente, em 08.07.14

O futebol é um jogo imprevisivel. Daí a sua beleza. Mas e cada vez mais, as tácticas, a estratégia e a dinâmica assumem hoje carácter quase científico. Estuda-se tudo ao pormenor. O improviso e a fé às vezes fazem milagres. No entanto, no futebol como na vida, não são o método para levar um projecto a bom porto.

 

O choque entre o improviso e a organização profissional resultou no massacre da selecção do Brasil. Foi um jogo de sentido único. Uma equipa com o rumo bem definido e outra completamente à deriva. A máquina alemã alemã não esperava tanta fragilidade.

 

Já se tinha visto que esta selecção brasileira está nas antípodas de grandes equipas de outrora. É uma equipa banal com algumas estrelas e um treinador mal preparado do ponto de vista técnico. Aproveitando o factor casa e jogando com equipas relativamente  acessíveis, foi passando entre os pingos da chuva. A eliminação estava  anunciada. Aconteceria, como aconteceu, quando enfrentasse uma equipa muito competente. O que espanta não é a derrota, mas a goleada. Sem dramatismo é essa a beleza do futebol. Perde-se e ganha-se. Um espectáculo, apenas um espectáculo, que gera emoções. A vida continua.

 

MG

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Dia D

por Naçao Valente, em 06.06.14

Veja.Abril.com.br

 

Dia D. Faz hoje setenta anos. Nas praias da Normandia sacrificaram-se milhares de vidas com a vida por viver. Jovens, alguns quase imberbes. Com abnegação e obrigação libertaram a Europa do pesadelo nazi. Devemos-lhe a nossa existência em liberdade. Devemos-lhe setenta anos de paz, de progresso e de um mínimo de bem-estar. Os homens que passaram por essa experiência traumática, perceberam que tinham que construir uma Europa diferente. Com avanços e recuos fizeram da UE um espaço de esperança, de cooperação de solidariedade.

 

Passaram setenta anos. O sacrifício de tantas vidas que recordamos pode estar a ser hipotecado. Os cavaleiros da xenofobia renascem das suas cinzas mal apagadas. Os canos das armas enferrujaram, mas já começam a soltar fumos inquietantes. O compromisso de unidade está a ser que quebrado por uma divisão norte/sul. Os órgãos da UE  estão esvaziados de poder concreto. A Alemanha impõe as suas decisões, transformando os países mais pequenos em meros vassalos. O projecto hitleriano do espaço vital está a desenhar-se, paulatinamente, sobre a soberania partilhada na união. O que a investida militar não conseguiu está ser conseguido pelo poder financeiro. É um jogo muito perigoso que arrastará a Europa para uma hecatombe. Os milhões de mortes de ambos os lados na Segunda Guerra não merecem. Setenta anos depois não se limitem a recordá-los. Respeitem-nos.

 

 

 

 

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Beija mão

por Naçao Valente, em 20.03.14

Portugal construiu a sua independência quando rejeitou as vassalagens. Numa luta, inteligente, de afirmação, Afonso I, foi ganhando batalhas no contexto internacional. Delineou uma estratégia de progressiva conquista de apoios. Passo a passo fez de uma de facto  uma independência de jure. É certo que se soube reunir de gente de grande qualidade. Sem esta conjugação de vontades transformadas em acção este pequeno território nunca teria sido uma nação. Teria sido submersa na voragem castelhana.

 

Estamos hoje  a viver um período que está nos antípodas desse tempo glorioso. O país encontra-se refém de gente sem qualidade, sem ideias, sem brio. Recebeu um mandato democrático para governar o país de acordo com a Constituição: manter a independência nacional e respeitar os direitos dos cidadãos. Não o está a cumprir. Está a entregar a nossa soberania à poderosa Alemanha da senhora Merkel. Neste processo se enquadra a vassalagem que continua a prestar-lhe em mais um beija mão. Recebeu os justos elogios pelo trabalho de desbaratar uma independência secular, no seu papel de vende pátrias. Até quando?

 

MG

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Os fedelhos tontos que nos governam

por Naçao Valente, em 03.12.13

  

Não sou grego nem alemão. Sou português e cidadão do mundo. Portugal não é uma nação milenar como a Grécia nem tem a dimensão territorial e económica da Alemanha, mas é uma nação secular e universal, com história e com cultura. No fundo com alma.

Ao contrário, os nossos governantes, não têm alma nem cultura. Dizem que Portugal não é a Grécia e mostram pelos seus actos, que gostariam de ser alemães, mesmo que fossem de segunda. Todo o seu comportamento aponta para uma subserviência canina (sem ofensa para os cães) em relação à nação germânica. Um obscuro secretário de estado, um rapazola vindo dos blogues de direita chamado Maçães em declarações prestadas na Grécia  bajula Merkel e a Alemanha. Na Grécia deram-lhe o título de alemão depois de considerar que estes têm que nos põr na ordem. Estou convencido que não se importaria em transformar este país numa colónia germanófila.

Portugal pode não ser a Grécia, mas muito menos será a Alemanha. Pela sua personalidade histórica, pela sua especificidade cultural, pela sua matriz psicológica. O posicionamente dos governantes do pais, no contexto europeu, é uma aberração. Esta colocação do interesse estrangeiro acima do interesse nacional nao se via desde 1580. Esta gente nao tem mandato para vender o pais a pataco. Esta gentinha jurou cumprir a Constituição. Se não o faz e põe em causa a independência nacional tem de ser demitida. Como em 1640.

 

MG

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A nossa troika

por Naçao Valente, em 06.06.13

Imagem retirada do blogue Câmara Corporativa, com a devida vénia.

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Em entrevista à Antena 1, Freitas do Amaral disse que a actual situação no país só em comparável com a crise de 1383-85 e com o domínio dos Filipes de Espanha, já que “está em causa a independência nacional”, mas acrescenta que não devem ser convocadas eleições porque não se vislumbra no espectro político uma alternativa. Diz ainda que se o governo alemão mudar nas próximas eleições talvez se possa alterar a situação em Portugal. Por outras palavras concorda com Mira Amaral quando diz que "se a Alemanha gosta de Gaspar nós também temos que gostar".

 

Há neste raciocínio uma contradição insanável. Por um lado reconhece-se que está em causa a independência nacional, implicitamente capturada pela Alemanha, mas por outro que não se deve lutar contra essa situação de domínio por impossibilidade de a mudar. Com esta linha de raciocínio nunca teria acontecido a revolução de 1383-85, nem teria sido tomado o Paço, pelos conjurados de 1640. Seriámos, agora, para o bem e para o mal espanhóis.

 

Freitas do Amaral faz parte daquele grupo de pensadores que fazem o diagnóstico correto da situação, mas que se apressam a defender, que por falta de soluções, estamos sujeitos a continuar reféns de um fatalismo do destino imposto pelos deuses. Faz parte dos eternos velhos do Restelo. Mas há outro grupo com raízes nalgum senso comum e que é muito mais perigoso. São os que por despeito de qualquer ordem, querem fazer crer que os políticos são todos iguais quer se situem à direita ou à esquerda. Este é pensamento que ganhando dimensão se torna potencialmente perigoso. É  o estender da passadeira vermelha para os salvadores da pátria.

 

Numa democracia há sempre alternativa. Não embarco na narrativa que se tenta passar a mensagem de que um governo da oposição será a mesma coisa. Não entro no discurso que clama que António José Seguro, mesmo com todas as suas inseguranças, não representará uma governação diferente. Um governo socialista será sempre, apesar dos condicionalismos externos, um governo melhor para Portugal e para os portugueses. E para além das evidentes diferenças ideológicas e éticas será impossível reunir num mesmo governo o fanatismo ideológico de Gaspar, a ignorância atrevida de Passos e a cobardia política de Portas. Uma combinação explosiva que entregou de mão beijada a soberania portuguesa à bárbara Germânia.

 

MG

 

 

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E tudo o vento levou

por Naçao Valente, em 30.05.13

 imagem em olhares.sapo.pt

 

Quando as armas se calaram o império estava destruído. Por cima das cinzas começou a reconstrução. Inimigos recentes deram as mãos e prometeram um mundo novo. Um mundo de paz de harmonia, de cooperação. Ano após ano, década após década, renasceu a esperança, sob o lema da unidade e sob a égide da deusa Europa. Apenas uma ligeira brisa de leste perturbava, de quando em vez, a longa marcha para o progresso. Mas um muro separava as águas e mantinha seguro o rumo traçado com convicção e inteligência. A utopia parecia realizável.

 

Um tornado anunciado, que começou nas estepes, varreu o império de leste e derrubou a pesada cortina de ferro. O império ocidental rejubilou. Agora era possível unir os dois impérios, do Atlântico aos Urais e concretizar o paraíso de um mundo de justiça e de bem estar. Uma a uma, por vontade própria, as nações foram aderindo ao projecto da grande Europa. No meio da euforia, paulatinamente e com passinhos de lã voltou a velha Germânia, responsável por duas hecatombes recentes. Ninguém deu por nada. A memória é curta, mesmo muito curta.

 

De um dia para o outro começou o pesadelo. Os homens da reconstrução, calejados pela longa experiência de um apocalipse, deram lugar a uma nova geração de gente sem referências históricas. Filhos de uma prosperidade dolorosa, que não construiram, sem recordação da guerra e da fome, foram presas fáceis dos demónios do individualismo selvagem. Do salve-se quem puder. Da lei do mais forte. Deitaram, sem remorso, para trás das costas, décadas de esperança, de solidariedade, de união de povos e culturas. Ressuscitaram ódios, xenofobias, racismos. Hierarquizaram nações. Ex-derrotados do espaço vital estão aplicá-lo através do terror financeiro.

 

Isto já corre mal e se não for travado correrá ainda pior. O sonho da grande Europa de paz e sem fronteiras está a tornar-se num pesadelo. A apatia dos povos, a mentalidade do amanhã penso nisso, levará a uma nova saga de "tudo o vento levou". Escrito com letras de sangue. A voz das armas começa o ouvir-se em surdina!

 

MG 

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