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Que estranha liberdade de expressão!

por Naçao Valente, em 08.04.16

slap.jpgImagem NET

 

 

A liberdade de expressão é um conceito muito fluído.Quando somos nós que a usamos, vale tudo, até tirar olhos. Quando são os outros, cuidadinho com as palavras e o que elas significam. Só assim se entende que os articulistas que escrevem nos jornais o que lhes dá na real gana, se portem como virgens ofendidas, quando recebem troco na mesma moeda. Sabem os verdadeiros usurários da liberdade de expressão que nunca lhes acontece nada. Se o contraditório for feito com punhos de renda morre antes da nascença, se houver queixa crime por insultos, a coisa vegeta nas esconsas salas dos tribunais até chegar a mulher da fava rica. Por isso, quem se quer defender dos enxovalhos dos "críticos" que impunemente enxameiam a comunicação social, não tem outra alternativa que não seja aplicar a máxima" olho por olho dente por dente". Ou então fazer ouvidos de mercador, e deixá-los a falar sozinhos.

 

Na verdade nem todos temos sangue de barata, políticos incluídos. E se a maioria amocha, faz-se de peixe morto, em nome do politicamente correcto, sempre há um ou outro, que tira os punhos de renda e dá aos abusadores e desrespeitadores da liberdade dos outros, aquilo que merecem. Pode o dr. João Soares não ter competência para o cargo que desempenha. Não sei, nem é possível sabê-lo, num prazo tão curto. Pode até nem ser um poço de virtudes. Mas enquanto pessoa e enquanto ministro, merece o respeito de todos nós, "escribas" incluídos. Dizer de alguém que não tem qualificações, de ânimo leve e como dono da verdade é crítica rigorosa e honesta?  De facto, J. Soares podia ter metido a viola no saco, ter engolido insultos, disfarçados de críticas, como muitos fazem para defender o seu tacho, mas mandou os filtros às urtigas e respondeu à letra. Sim, porque respondeu a palavras, apenas com palavras. A bofetada propriamente dita não passou de figura de retórica. Ofendeu os que primeiro os tinham ofendido, mas apenas ele é que pagou o pato. Demitiu-se (foi demitido?) em nome da falsa moralidade.E tinha que assim ser para que o assunto não servisse de arremesso político. Nestas coisas vence sempre a hipocrisia.

Contra a corrente dominante compreendo a sua reacção. Ministro não deixa de ser pessoa. Como ele afirmou, também me assumo como pacífico, nunca bati em ninguém, mas em indivíduos que se escondem atrás da liberdade de imprensa, para "agredir"  outros a seu bel-prazer, estou disposto a dar o meu contributo para uns salutares tabefes, mesmo que sejam apenas verbais. Para mais não tenho cargos de que possa ser demitido. Esta é a única forma, eficaz, de mostrar a certa gente que a crítica tem regras e que pode ter duas faces. Ofenderam-se? Bem vindos à realidade.Bem vindos ao lugar dos outros.

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