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Campeão do quase

por Naçao Valente, em 19.08.16

Os jogos olímpicos estão ao rubro. E eu estou uma pilha de nervos. Todos os dias os "media" nos fazem crer que vamos ganhar uma medalha.Depois lá vem a puta da realidade. Por causa de desconcentração, de umas folhas que estão no sítio errado, de um azar mesmo azarado, somos ultrapassados mesmo quase no limite. E lá vem o 4º, o 5º ou o 6º, os primeiros dos últimos, nas melhores hipóteses. Pronto, não foi medalha mas foi quase. É a nossa sina.

As coisas acontecem como têm que acontecer. Os outros ganham porque são melhores. Ponto. Somos um pequeno país, onde o desporto amador ou dito amador, é um parente pobre do tio rico que é o futebol. Não se conhece um plano de desporto nacional integrado. As escolas vão fazendo um arremedo de desporto escolar, com a carolice de alguns professores. Esse trabalho, insuficiente, normalmente não tem seguimento. Os clubes locais não têm condições nem meios para fazer um trabalho de base. Os grandes clubes investem tudo no futebol. Os adeptos borrifam-se para tudo o que não seja pontapé no esférico.E depois querem medalhas? Tomem!

Os nossos atletas fazem o melhor que podem e sabem. E com os apoios de que dispõem fazem muito. Para fazer um atleta de grande gabarito é preciso aumentar a captação e depois trabalho duro e orientado por formadores competentes. É necessário mentalizar os nossos jovens, desviando-lhes o foco exclusivo para o futebol. Fazer ver que muitos podem ter apetências, que nunca terão para o desporto rei. A Secretaria do Desporto em coordenação com escolas e colectividades, devia elaborar um plano de formação desportiva e dar-lhes apoio efectivo.

Enquanto o nosso desporto extra-futebol continuar a viver de fogachos, de voluntarismos pessoais, nunca passará da cepa torta. E se hoje já podemos usar o "quase" em relação a algumas modalidades, é porque nessas áreas, se está fazer algum trabalho de fundo, com muitos sacrifícios. Uma coisa é certa:  não somos inferiores aos outros. Provam-no os resultados no futebol, onde se investe e se trabalha a sério. E isso serve-me de consolação. Mas não chega. Não quero ser campeão do quase.

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