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A técnica das meias verdades

por Naçao Valente, em 27.07.16

Portugal é um pequeno país com uma economia periférica e muito condicionada pelo contexto da economia global. O nosso país está inserido na União Europeia onde o crescimento tem sido muito anémico. É muito difícil para qualquer país crescer nestas circunstâncias. E todos sabemos que o crescimento económico é fundamental para se criar emprego e em consequência melhorar de forma sustentada o nível de vida da população. Este é o retrato algo simplista da situação económico social.

Profetas da desgraça como Medina Carreira usando o seu púlpito mediático bate sempre na mesma tecla: sem crescimento da economia não podemos viver nos moldes em que temos vivido. Nesta formulação pode ler-se que temos que empobrecer, ou seja é preciso cortar nas regalias sociais. Esta análise formalmente basista omite  e desconsidera factores que justificam uma realidade muito mais complexa.

Sendo certo que o país não cresce nunca ouvi ao aludido comentador uma única ideia que diga como se inverte a situação. Diz que é preciso captar investimento externo, mas não apresenta uma teoria coerente para o fazer, além de vagos "bitaites". Critica por criticar tendo sempre o mesmo objectivo que é o de castigar os que menos recebem na distribuição das mais-valias geradas pelo sistema produtivo.

Nunca vi nestas predicas alusão ao envolvimento da conjuntura europeia e mundial, do deslocamento dos investidores para zonas de mão-de-obra barata, do desinvestimento na inovação na última legislatura, da predominância da especulação em relação à produção aplicada pelo neo-liberalismo, da distribuição mais equitativa dos rendimentos, das restrições da própria UE em função da austeridade, e em oposição a uma política de desenvolvimento concertado de todas as economias do euro e dos Tratados que limitam as soberanias. Apenas o vejo martelar sempre na estafada tese de que os culpados são os assalariados e quiçá do governo que lhe dá algumas benesses. Portugal terá condições para crescer quando na UE se aliviar o espartilho austeritário que condiciona a liberdade dos seus membros e puderem concentrar esforços na modernização tecnológica.

MG

 

 

 

 

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