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A natureza do escorpião

por Naçao Valente, em 09.11.16

Bruno de Carvalho foi eleito pelos sócios/votantes Presidente do Sporting Clube de Portugal, na minha opinião mal. Os que exerceram o direito de voto elegeram sobretudo um chefe de claque. Beneficiando de uma situação de grande instabilidade, provocada pelas presidências de Bettencourt, um erro de “casting”, e de Godinho Lopes, com erros de palmatória para ganhar títulos a curto prazo, conseguiu chegar à presidência com um programa populista. Apesar de algumas medidas pontuais positivas, não mostrou ter estofo para dirigir uma instituição com mais de cem de história gloriosa. Sem um projecto de médio e longo prazo foi navegando à vista e um pouco ao sabor dos ventos, procurando resolver com base em expedientes, atitudes de chico-espertismo e de constante guerrilha, as situações que foi enfrentando. Como os seus antecessores cometeu erros de palmatória, disfarçados com a melhoria dos resultados da principal equipa de futebol.
A sua inexperiência e falta de bom senso, foram utilizadas para justificar um chorrilho de atitudes controversas, que não o dignificam, nem honram a instituição que dirige. É característica do ser humano aprender com os erros, mas pelo seu comportamento recorrente é de concluir que Bruno de Carvalho não a possui. Depois de alguma moderação, só o facto de pensar que pode ter oposição na sua caminhada para a reeleição, o fez soltar todos os demónios reprimidos. Voltou o discurso contra prováveis adversários (como ousam?) que lhe podem complicar a quase certeza de se consolidar como presidente vitalício. E agora já não são apenas os croquetes, pois são também os ratos e os abutres, sportinguistas, mas do reino animal inferior.
Esta tendência do presidente Bruno para destilar veneno contra quem não o venera, leva a admitir que deve ter a natureza do escorpião. É sobejamente conhecida a história do escorpião que pediu a um sapo para o ajudar a passar um rio. Perante a recusa do mesmo em executar a tarefa, com receio que este lhe picasse, argumentou que isso era impossível, porque se o fizesse também se afogava. Convencido o sapo, levou o escorpião e quando estavam no meio da travessia este picou-lhe, indo os dois para o fundo do rio. Conclusão: ninguém foge à sua natureza.
O episódio ocorrido no fim do jogo com o Arouca é mais uma achega para a comprovação desta natureza suicidária. Quem nasceu para picar vai continuar a fazê-lo, mais ainda se estiver acossado. Para esta tese pouco interessa quem começou ou não as referidas hostilidades. O que elas demonstram é que o Presidente não consegue viver sem estar a demonstrar a sua agressividade. Onde houver sarilhos lá estará. Se assim não fosse, que necessidade é que o presidente do grande SCP tinha de estar a envolver-se em situações pequeninas e de baixo nível?
Enquanto adepto, seja qual for o meu estatuto, na terminologia bruniana, não me revejo nestas atitudes. Até porque elas não contribuem para a grandeza do Sporting, que ao carregar Bruno está sujeito a ser afundado. O que me preocupa é que não haja no universo sportinguista, qualquer movimento visível de gente com credibilidade, para parar esta deriva degradante. Será que estão todos tomados pelo medo da picada do escorpião?

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