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O elogio de Schauble

por Naçao Valente, em 27.10.16

Ao contrário da opinião comum, não vejo nas declarações de Schauble um insulto ao governo português. Embora tais declarações, possam ser interpretadas, como uma interferência inaceitável na política de um estado soberano, eu leio-as como um elogio.

Schauble é uma das faces mais visíveis da austeridade que ensombra a Europa ou parte dela desde há uns anos. Passos Coelho foi o seu homem de mão na sua aplicação em Portugal. E se Schauble dizia, é preciso apertar o cinto, o Passos, acrescentava-lhe ainda mais um furo. E se considerarmos a austeridade uma maldição imerecida sobre o o bom povo português, a recusa da mesma pela actual maioria parlamentar, é a negação da sua virtualidade.

Quando Schauble critica a actual governação está dizer e permitam a expressão "grandes sacanas, tiveram coragem de mijar fora do penico" isto é desafiaram a minha suserania. E se assim aconteceu, prova-se que esta austeridade não é o único caminho que nos impuseram como obrigatório. Ironicamente Schauble escreve direito por linhas tortas.

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Terra de cegos

por Naçao Valente, em 24.10.16

Eis a verdade nua e crua. Cinquenta por cento da riqueza está nas mãos de um por cento da população. Os outros noventa e nove por cento dividem a outra metade da riqueza. Sendo certo que essa distribuição também está muito longe de ser equitativa. Possivelmente continuará a aplicar-se a mesma formula, ou seja uma pequena minoria açambarcará mais metade dos cinquenta por cento. Deste modo às mãos da maioria chegam apenas migalhas para poder sobreviver e garantir a criação da riqueza que a maioria absorve.
 
A distribuição da riqueza mundial está no cerne das enormes desigualdades sociais existentes. Daí que seja completamente demagógico o discurso de que as populações vivem acima das suas possibilidades. È falso. Antes pelo contrário a maioria dos cidadãos vivem abaixo do limiar da dignidade. Na verdade não deixam de ser escravos a quem foi criada a ilusão da liberdade. Mas só existe verdadeira liberdade quando a divisão da riqueza criada for mais equilibrada. De facto, os únicos que vivem escandalosamente acima das suas possibilidades são a minoria que usufrui dos recursos que a maioria produz.
 
O que é grave, triste e lamentável é que sejam os explorados  acreditar que a sua espoliação é normal e justa e continuem a aceitar a narrativa que os considera os responsáveis pela crise "inventada" para lhes diminuir direitos sociais. Enquanto persistir a cegueira geral basta ter um olho para ser rei.

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Destino

por Naçao Valente, em 17.10.16

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Em elo7.com.br
Sobrevivemos a várias invasões castelhanas. Sobrevivemos às invasões francesas. Sobrevivemos ao domínio inglês. Sobrevivemos à independência do Brasil. Sobrevivemos à bancarrota de 1890. Sobrevivemos à queda da monarquia. Sobrevivemos à perda das colónias.Sobrevivemos ao verão quente de 75 e à sua deriva aventureirista. Sobrevivemos ao FMI mais uma semana e havemos de continuar a sobreviver, apesar de todos os pessimistas. Consumimos mais do que produzimos. Gastamos mais do que temos. Vivemos no fio da navalha da dívida instalada. Não encontro explicação científica para tanta sobrevivência. Resta uma explicação: é o destino; e ao seu destino ninguém foge

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Muito Kristalina.

por Naçao Valente, em 01.10.16

A ONU nunca foi uma instituição democrática. Comprova-o haver um número muito reduzido de membros com poderes especiais, e com influência exclusiva  nas decisões . Comprova-o o facto do secretário-geral ser escolhido por um pequeno grupo de países de forma bastante opaca. Na eleição de um novo secretário-geral iniciou-se um processo de escolha que visava trazer  democraticidade e transparência ao processo. Os candidatos iniciarem o concurso neste pressuposto. Sujeitaram-se às provas e às votações previstas. Acreditaram que tudo corria de forma cristalina. Finalmente chegou a prova. Tudo indica que a escolha vai ser mesmo Kristalina.

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