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Juízo do ano que aí vem

por Naçao Valente, em 31.12.15

 

 

Mais uma ano que termina, mais um ano que começa. Despedimo-nos do velho, festejamos o novo. Rei morto rei posto. E contudo trata-se apenas de mais uma data do calendário na inexorável marcha do tempo. Mais uma data que serve para uns festejos mais ou menos comerciais porque tudo gira à volta do consumo.

Entretanto o zé pagode ou o zé pagante cumpre a tradição, come umas passas, bebe um espumante nacional ou importado e debita una lugares comuns de bom ano: feliz ano novo, muita paz e ainda mais felicidade. Depois volta ao lufa lufa do dia a dia nem sempre muito feliz. Desenterra o machado de guerra e esquece a paz por mais trezentos e sessenta e cinco dias. Na família, no trabalho, nas buzinadelas e insultos das guerras de latas, no civismo mitigado. Das guerrinhas do nível micro para as guerras do nível macro é um ver se te avias. Armas, mortes, sofrimento e dinheiro, muito dinheiro, mais um Banco para pagar. Nova corrida, nova viagem.

 

Espero um ano como todos os outros. A hipocrisia de muitos políticos e das suas ladainhas; o despertar dos monstros da xenofobia; a divisão da sociedade em esforçados produtores e preguiçosos sem emenda; uma divisão da riqueza muito desigual (90% com a mesma quota que 10%); Os dez por cento cada vez mais ricos e os noventa por cento cada vez mais pobres, excepto quando do lado da pobreza alguém ganha o euromilhões e se transforma em milionário excêntrico.

A única riqueza que ainda não é totalmente sonegada é a saúde individual. Mesmo assim continuarão a ser limitados universalmente os serviços públicos que a tornavam mais igualitária. Sim porque pobre dá muita despesa. Pode acabar o ano velho, mas não nasce um novo ano no quotidiano ilusório das vidas sem vida. Afinal o que comemoramos com urras e fogo de artifício é mais do mesmo. No entanto como não quero ser desmancha prazeres cumpro a tradição: um bom ano com saúde, paz e esperança no milagre de um mundo melhor.

MG

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Da literatura culinária erótica

por Naçao Valente, em 30.12.15

Bruno de Carvalho não pára de me surpreender, Não por causa do bom contrato feito com a NOS, que vem na sequência dos que foram feitos com os rivais directos, mas por causa de um texto que escreveu no facebook, com o intuito de contestar um comentário de Camilo Lourenço, sobre o referido contrato.

Vou colocar um ponto prévio: não me identifico, nem de perto, nem de longe, com as análises económicas de Camilo Lourenço e não tenho informação que me permita avaliar as previsões que avança sobre o acordo do Sporting com a NOS. Sendo assim o que quero salientar do texto de BdC é o recurso uma análise discursiva que envergonha o clube que dirige.

Otexto "Frango à maricas (com limão no forno)" é de mau gosto inclassificável. Repesco algumas expressões:

"Para quem fala e escreve tanto sobre economia e associa, pelo menos, a cada análise financeira desportiva tanto disparate junto, talvez não fosse mal começar a dedicar-se à arte da culinária e das 1000 maneiras de cozinhar galinhas.

"Aconselho começar pelo tradicional prato da "galinha à maricas", que deixo em anexo para iniciar o treino já para a noite de fim de ano. É muito mais fácil do que fazer contas, visto demonstrar que no caso do SCP nunca as sabe fazer, e apenas obriga ao nobre jeito de colocar um limão pelo traseiro da galinha.

Que o ano de 2016 vos traga tudo de bom e que o Pai Natal vos tenha trazido Halibut (dizem que esta pomada faz bem para quem sofre dos vossos males."

Confesso que não consegui deixar de rir ao ler esta pérola da literatura culinária erótica. Mas entristece-me ver o presidente do meu clube tornar o mesmo alvo de chacota.

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A arte do piropo

por Naçao Valente, em 28.12.15

O piropo é uma arte. Há os que nasceram com o dom de piropiar e os outros. Eu faço parte dos que, perante uma donzela, embatucam e perdem o pio. O piropo feito com elevação e estilo, funciona como um elogio aos atributos de qualquer dama prendada. Penso até que a piropiada, volto a acentuar, no bom sentido, só pode ficar com a sua moral em alta. Mas é preciso deixar claro, que existe uma diferença entre o piropo e a ordinarice a roçar o insulto, e esse, de facto, merece tratamento de crime.

Meus amigos, separemos as águas e não confundamos o que é bem diferente. Embora seja menos comum, também eu, sendo do género masculino, fui uma vez piropiado. Estávamos no princípio dos anos 80. Uma jovem vendedora de flores abordou-me na baixa de Lisboa para me vender um ramo. Educadamente disse que não e fui-me afastando. Foi então que a jovenzinha me lançou o repto "eu ofereço-te" seguido de uma expressão mais ousada. Fiz ouvidos de mercador e continuiei o meu caminho. Ainda tenho, bem presente, a cena na memória.

Caros legisladores, agora piropo é crime, tipificado com sanções? Mas como é possível aplicar esta lei? Vai existir uma policia de costumes? Ou caberá à "vítima" fazer a denúncia? Como? Sobre quem? Se há leis difíceis de entender na intenção e na aplicação ai está o exemplo acabado. Mas de onde veio esta pérola?

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Carta ao menino Jesus

por Naçao Valente, em 24.12.15

 

 

 

Ó meu menino Jesus

nas palhas adormecido

acorda por um momento

que este mundo está...lixado

 

Meu amado menino,

 

Vais fazer dois mil e catorze anos. Que linda idade. E continuas sempre menino. A noite de 24 de Dezembro comemora o teu nascimento, apenas o teu nascimento. Contudo, os homens associaram a esta data uma outra figura a que chamaram Pai Natal e que te tem roubado protagonismo. Mas tu com a tua humildade não te importas. Para mim serás sempre o aniversariante. Era assim na minha infância e assim continua a ser. Era com enorme alegria que nessa noite punha o meu sapatinho na chaminé e ia dormir ansioso pela tua visita. Nunca me desiludiste. Ao acordar havia sempre uma prendinha. Modesta, certamente, mas era o que podias dar. Compreendia a dificuldade em satisfazeres tanta solicitação. Como compreendia que não conseguisses responder a todos os pedidos. Tanto mais que havia criança que nem sapato tinha no pé, quanto mais na chaminé. Havia e há. Não é culpa tua os homens não seguirem o teu exemplo.

 

Agora já não ponho o sapatinho na chaminé. Isso é fantasia de menino que já não sou. Mesmo aqueles que o são já nada te pedem. Entregam a sua lista de prendas ao dito pai Natal e esperam junto de um simulacro de pinheiro, carregado de bugiganga, que ele lá as deixe. Muitos certamente não te conhecem. Não tardará tempo em que tudo se passará na Net. Sinal dos tempos. Deixa lá, ficas mais liberto para outras tarefas. É por isso e em honra da nossa velha amizade e da minha fidelidade que ouso pedir-te um pouco de atenção.

 

Não te vou pedir aquelas coisas vulgares e repetitivas: paz, amor, felicidade etc. Seria interferir no livre arbítrio que generosamente deste à humanidade. É certo que alguns confundiram-no com lixar o próximo. A ideia de "amai-vos uns aos outros" foi submergida pelo egoísmo que pauta a natureza humana. Haverá excepções, mas o que interessa é a regra. O que te peço neste mundo onde nem todos têm sapatinho é que faças o milagre de iluminar aqueles que te representam. Que não se limitem a repetir rituais seculares. Que retomem a tua mensagem de menino em palhas deitado. Que denunciem as injustiças sociais. Que critiquem os poderosos e a sua luxúria. Que se escandalizem com a pobreza no meio da abundância. Que não bajulem o cinismo de políticos demagógicos. Que sejam uma voz de esperança para uma vida digna de todos, sem excepção. Dois mil anos depois é tempo do reino dos céus descer à terra. Pela nossa amizade e pela nossa confiança volto a colocar o meu sapatinho na chaminé.

MG

 

BOAS FESTAS

 

 

 

 

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Caras lindas, futebol e publicidade

por Naçao Valente, em 23.12.15

Bruno de Carvalho rodeado de beldades na discoteca do Funchal. Foto Correio da Manhã.

Muitos se têm interrogado sobre o futuro de Bruno de Carvalho quando sair da presidência do Sporting. Não se preocupem. Aqui está a possível explicação. O cidadão Bruno está a fazer tirocínio para fazer anúncios a produtos afrodisíacos. Paulo Futre que se cuide.

 

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Doy en quem?

por Naçao Valente, em 21.12.15

O Caso Doyen teve o desfecho esperado. Os contratos legalmente assinados entre partes contratantes não podem ser aplicados, arbitrariamente, em favor de uma das partes.

Bruno de Carvalho de tão inchado na sua infalibilidade, parece que nem cabe nos fatos, e actua como um elefante numa loja de vidros. Confiante no seu peso parte tudo à sua passagem. Mas quando chegar a factura não é Bruno de Carvalho que a vai pagar, mas a instituição Sporting.

MG

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A verdadeira geringonça

por Naçao Valente, em 20.12.15

 A máquina trituradora que nos governou não passa de uma geringonça. Triste ironia. A máquina, que sempre foi apresentada como a grande maravilha na arte de governar com competência, não passa de uma fraude. A verdade única e imutável que nos impingiu foi uma mentira mascarada de propaganda. Saída limpa? Treta. Impossibilidade de restruturação da dívida? Embuste."O Fundo Monetário Internacional admite que a dívida portuguesa devia ter sido reestruturada, e que só não foi porque na altura porque se temia o efeito de contágio."(Público)

O Banif que recebeu do erário público cerca de um milhão de euros e que foi mantido em banho Maria, é uma batata escaldante nas mãos do novo Governo. A TAP, privatizada às três pancadas e entregue de bandeja por um Governo destituído, é um exercício, no mínimo, questionável. A entrega da Fidelidade a um arguido, empresário chinês, levanta dúvidas.

Afinal não é esta a verdadeira geringonça?

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Capitalismo XXI

por Naçao Valente, em 20.12.15

 

Do blogue"Defender o Quadrado"

 

"Vale a pena fazermos uma reflexão profunda sobre vários dogmas que têm sido o corolário do centro político desde a queda do muro de Berlim. A ideologia comunista demonstrou na prática o tipo de sociedade totalitária, desigual, violenta, desumana e subdesenvolvida que criou. Mas a nova ideologia capitalista que subsistiu liberta da concorrência comunista, com o embuste da auto-regulação dos mercados, da concorrência e da globalização está a produzir uma sociedade violenta, desigual, subdesenvolvida e desumana, e também a caminhar para regimes distantes da democracia participativa e representativa, como se prova pela forma como a própria União Europeia tem lidado com os problemas dos países e das economias periféricas, induzindo se não mesmo impondo soluções governativas à revelia dos povos.

 

Um dos assuntos que nos deveria fazer pensar, sem preconceitos ideológicos, é a existência de um sector bancário privado que não se pode reger pelas leis do mesmo porque, ao contrário de qualquer outra actividade - farmácias, supermercados, escritórios de advogados, sapatarias, etc.. - não pode falir, sob pena do seu efeito se propagar a toda a economia, tendo o Estado que assumir os prejuízos.

 

Então, porque é que não se nacionaliza a banca? Por muito retrógrado e/ ou revolucionário que esta ideia pareça, não seria o mais lógico? Ou o Estado só vale quando tem que salvar os vários bancos que, ao longo de tanto tempo, distribuem dividendos aos seus accionistas mas não podem absorver as suas dívidas e as suas falências?

 

E que tal começarmos a abrir as janelas para arejar as ideias, soprar o pó, varrer as teias de aranha e alterar a decoração das nossas mentes?"

Sofia Loureiro dos Santos

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Rien de rien

por Naçao Valente, em 19.12.15

Se não tivesse dado a alma ao Criador, Edith Piaf, comemoraria hoje cem anos. Mas partiu há muito, desta vida descontente. Em relação à esperança de vida, teve uma passagem breve por este mundo. Breve mas intensa, como uma borboleta com a sua paleta de cores. Cantou e encantou. Uma voz única que se libertou para sempre da lei da morte. Partiu mas a sua música perdura e perdurará. Viveu uma vida de sucessos, de angústias, de desespero, de tragédia. Sempre no limite. Rien de rien.

Rien de rien…Il ne se passe jamais rien pour moiJe me demande pourquoi!Rien! Rien! Rien!Il ne se passe jamais rien!...

 

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Falsos moralismos

por Naçao Valente, em 17.12.15

Em matéria de futebol, procuro ser imparcial. Tanto quanto é possível não me deixo cegar pela cor clubista. Analiso com distanciamento, com rigor e não justifico derrotas ou vitórias para além do jogo jogado. Sendo sportinguista não me revejo no comportamento e nas atitudes da actual direcção. Tendo-se apresentado como um exemplo de honestidade imaculada e como única portadora de princípios morais, no meio futebolístico, a direcção mostra no dia a dia, que é tal e qual como aqueles que criticam. O presidente Bruno de Carvalho que vinha salvar o futebol das garras da ignominia, é igual a todos os outros. Intriga, insulta, insinua. Quando o clube é beneficiado pelas arbitragens fica mais calado que rato. Quando é prejudicado aqui d´el rei, que fui roubado. Não se pode negar que o Sporting foi esta época beneficiado pelos árbitros nos jogos nacionais. Silêncio. Bastou um erro, admitamos grave, no jogo com o Braga para cair o Carmo e a Trindade. Não haja dúvida. Neste mundo do futebol, e também no meu clube, aplicam-se dois pesos e duas medidas.  Que ao menos se assumam e abandonem falsos moralismos.

MG

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