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Correio da Manha: ter ou não ter ~

por Naçao Valente, em 29.10.15

A perda de um til num título com muitos símbolos pode parecer insignificante. Mas não é. O til atribui à palavra manha o estatuto de manhã, principio de dia, com conotações positivas. Já com o til ausente, de uma penada, manhã não passa de manha. Ou seja, uma imagem de pureza é substituída por sonsice ou embuste. Digamos que o til dá ao Correio da Manhã uma marca de honestidade, coisa que não está na sua natureza.

Hoje o Correio perdeu o til. A Manha assumiu-se em plenitude. Foi proibido de divulgar notícias sobre o processo Marquez. Caiu o Carmo e a Trindade. Sem o til, comportou-se como puta ofendida. Aqui d`el Rei que está em causa a liberdade. De escusos esgotos saem fundamentalistas que falam de censura prévia. De olhos vendados não veem o que está em causa. Que que este órgão de maldicência vive à conta dos "milhões" de Sócrates. Sem Sócrates, sem as suas malfeitorias, sem as suas conversas telefónicas, sem as suas histórias de amor e dasamor, sem os seus opíparos jantares, o CM fica sem assunto. É certo que restam os casos passionais, a coscuvilhice cor de rosa, mas são coisas menores. Este jornal sem Sócrates é um não jornal que nunca foi. É um naufrago sem destino. E de qualquer modo, apenas está proibido de falar do processo judicial. De resto pode continuar a borboletear à volta de Sócrates, como um pirilampo à procura de luz.

A mim ensinaram-me, talvez mal, que a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros. Esta definição significa, que a liberdade não é um conceito absoluto mas relativo. A relatividade pauta todos os sectores da vida. Contudo, na sua manha disfarçada por til, este jornal, considera que pode devassar a vida alheia, fazer acusações sem provas, traçar ficções como se fossem realidades, julgar sem ser tribunal,insultar, denegrir, invadir, no fundo, a liberdade dos outros com total impunidade.

O que o CM pratica não é a liberdade de expressão é a liberdade de opressão e é isso que está em causa. Quando entender que liberdade significa respeitar os outros, independentemente, de quem são, que liberdade não é sinónimo de ódio pessoal, de vingança, de perseguição, pode pretender dar lições de liberdade. Quando praticar um jornalismo sério, rigoroso, credível, independente, nem precisa de til para ser, de facto, um jornal. O que não é, nem nunca foi.

MG

 

 

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O pecado da gula

por Naçao Valente, em 27.10.15

Quando Deus fez o Homem dotou-o dos atributos indispensáveis para a sua sobrevivência: olhos para ver, pernas para andar, braços para executar, boca para comer e sexo para se reproduzir e software para programar. Mas o homem, dotado de espírito inventivo, depressa ultrapassou o seu Criador e deu  aos seus componentes outras funções, sem que se mostrasse agastado. Foi assim que a boca foi usada para morder, mordiscar, beijar, enfim, apenas tendo como limite a imaginação. Mas tendo a boca como função primordial comer, não deixa de ser irónico, que desde tempos imemoriais lhe seja atribuído, o pecado da gula.

Esse pecado tomou na Idade Média proporções preocupantes. As restrições ao consumo de carne assumiam, na Quaresma, o seu expoente total. Proibição absoluta. Contudo, como não há regra, sem excepção, logo os propostos representantes da divindade criaram a Bula, uma forma de dar liberdade gastronómica a quem pagasse uma taxa ao poder eclesiástico. Eu, que sou apenas um simples mortal, sem acesso às fontes divinas, acho, nessa qualidade, que  o perdão do pecado a troco de vil metal é apenas coisa da humana realidade.

Reflectindo sobre o assunto acho que tem uma explicação lógica. O que os clericais pretendiam era proteger os seus semelhantes de doenças escondidas nos alimentos processados com carne. E se alguns tinham condições para comprar Indulgências, a maioria não adiantava comprá-las, porque depois não tinha dinheiro para comprar comida. É certo que os mais endinheirados, incluindo o alto clero, o poderiam fazer, mas decerto o evitariam como pessoas bem informadas. A saúde do povo estava garantida. Poderia morrer de fome, mas nunca de doenças cancerígenas. O céu estava garantido.

A proibição religiosa acabou por passar à história, mas os fundamentalistas do cientifismo, herdeiros genéticos do passado e  usando o software recebido da divindade, chegaram à mesma conclusão que os fundamentalistas da igreja medieval: carne processada ou desprocessada, especialmente de cor vermelha, manda-te desta para melhor. Ou seja, se abrires a boca a iguarias carnívoras, podes morrer, mas se deixares de comer morres seguramente. Triste dilema.

Portanto coma. Use a boca como bem entender. Esqueça o pecado religioso ou científico. Cumpra o plano divino. Use os instrumentos corporais de acordo com o plano divino. Não ponha em causa a máxima, "crescei e multiplicai-vos". Faça sexo em segurança. Procure não cair da cama. Coma com moderação. Faça da refeição um prazer e não uma tortura. Saboreie uma posta mirandesa, regada com um vinho de boa cepa. Não se esqueça, Nas bodas de Canaan Jesus transformou a água em vinho. In vino veritas. E na sua pregação está a palavra mas está também a boa comida. Siga o exemplo.

  

 

 

 

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Governo de Esquerda

por Naçao Valente, em 27.10.15

 

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Pluralismo já

por Naçao Valente, em 25.10.15

Em 1975 a comunicação social estava refém de um processo político revolucionário esquerdista, que pretendia instaurar uma ditadura de sinal contrário à que tinha sido derrubada. O direito à expressão livre estava ameaçado. A viragem para a pleno pluralismo de opinião, começou com um episódio que surpreendeu os espectadores que viam, em directo, o capitão Clemente, na sua prédica de educação da classe operária. A emissão, perante o espanto do revolucionário de camuflado de guerra, foi repentinamente suspensa e substituída por um filme de Danny Kay.  Este evento, marca, a nível comunicacional, um passo fundamental rumo à democracia parlamentar.

Quarenta anos depois voltamos a ver os canais noticiosos, novamente reféns do totalitarismo informativo. Os partidos que hegemonizam o aparelho do estado estenderam a sua rede tentacular à comunicação televisiva. Jornalistas, comentadores, analistas remam todos para o mesmo lado. São sobretudo apóstolos da verdade única, mais sofisticados, sem barba e sem camuflado, e que representam o governo de direita. Emitem opiniões sobre as suas virtudes e diabolizam outra alternativa que resulte da oposição de esquerda. Procuram, como Clemente em 75, condicionar consciências, na defesa de um processo revolucionário, que visa perpetuar a direita no poder. Ilegitimam os partidos da extrema esquerda e toleram o PS como muleta da coligação até à conquista do poder absoluta. Fazem-no com total impunidade. Fazem-no sem qualquer contraditório. Esse grande valor de Abril, esse grande valor universal, a liberdade de expressão livre e igualitária está afastada dos canais televisivos. Chegou a altura de nos levantarmos como em 1975, em defesa da liberdade. É tempo de exigirmos através de todos os meios, respeito pelo pluralismo.

MG

 

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O rapaz das pizzas

por Naçao Valente, em 24.10.15

 De Pisa gosto daquela torre que desafia há séculos a teoria da gravidade. A outra pizza, feita para degustar, não me faz salivar as papilas gustativas. Daí o meu espanto, quando na noite da libertação de Sócrates, vi aparecer no seu novo domicilio, graças ao big brother instantneo, o rapaz das pizzas. Sempre pensei que o Sócrates com a carteira, palavra de tablóides, tão bem recheada, tinha que ter gostos mais refinados. E já lhe bastava estar à um ano a comer comida de rancho, para no primeiro dia fora da prisão, aderir a esse acepipe gastronómico, cujo segredo está na massa. Quanto a massa, dizem as más línguas, a sua preferida é a que se cozinha na oficina da casa da moeda. A não ser que esta fosse transportada por uma rapariga que além de fazr a entrega, servisse à mesa e ajudasse o senhor engenheiro, que antes de 0 ser é Homem, a expandir o seu sabor à saciedade de todos os sentidos, reprimidos durante um ano.    

Mas que fique claro que eu só falo no Sócrates, com todo o respeito, porque entrou sem sequer  ser convidado na saga do homem da pizza. E digo sob palavra de honra que eu, cidadão impoluto, acima de qualquer suspeita, não quero ver o meu nome associado a um meliante do pior, ou do melhor se considerarmos a qualidade de meliante. E também esclareço que a designação de meliante não é da minha lavra. Limito-me a seguir o senso comum. Não sou juiz, nem em causa própria, e por isso não julgo. Aliás, o processo que o envolve mais me parece uma matrioska. Abre-se uma e o que tem dentro é outra, com a particularidade de estarem todas vazias.

Deixemos este personagem menor e voltemos ao verdadeiro herói da história, o rapaz das pizzas. Nunca percebi porque raio foi o homem entregar uma encomenda que não tinha sido feita. Para mais tinha o endereço incompleto. Ouvi as mais desvairadas teorias, sendo a mais divulgada a de publicidade encapotada à marca que as produz.Tanto mais que o rapaz parecia ter o discurso bem estudado, pela lição de culinária que deu em directo a todas as televisões. Muitos "pezeteiros" devem ter ficado com a água na boca. Não eu, que tenho uma boca santa.

Bloqueio. Chegado a este ponto, não sei como hei-de dar a volta ao texto. E não estou a fazer género. Não sei mesmo.Aquele fugaz e inesperado (perdão pelo excesso de adjectivação) momento de coisa nenhuma, esgota-se em poucas palavras. Mas se não faz sentido fazer uma pizza que não é para ser comida, porque é que há-de fazer sentido escrever uma qualquer crónica de um obscuro escrevedor? O que faz sentido é o sentido que não tem. O que faz sentido é darem-nos hoje mais uma hora de vida para a voltar a tirá-la  alguns meses depois. O que faz sentido é fazer parecer que a ilusão é realidade. E que a pizza é e não é. E que escrevinhar sobre um não assunto  serve, para o escrevente, para se abstrair de que o mundo é uma pisa, cada vez mais inclinada, cujos ingredientes são manipulados por cozinheiros mentalmente perturbados. E que para o incauto leitor, sirva no mínimo, para perceber que numa pizza pode haver muitos mais sentidos que o gastronómico.  

MG 

 

 

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Danos colaterais. Tiro no porta-aviões

por Naçao Valente, em 23.10.15

Ainda a procissão não saiu do adro, ou melhor, ainda a campanha presidencial não saiu da doca, e já o porta-aviões da direita levou um tiro da sua própria frota. Danos colaterais.

MG

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Cavaco e a fonte Lumiosa

por Naçao Valente, em 23.10.15

(...) Ou seja: Cavaco não usou justificações democráticas e constitucionalmente sustentadas. "Pelo contrário, adotou uma postura autocrática, tornando claro a uma parte do país que o seu voto e ideias cheiram mal - parte do país que, curiosamente, serviu para derrubar em 2011 um governo contra o qual reclamou "um sobressalto cívico". Para Cavaco, BE e PCP só dão jeito para deitar abaixo governos, nunca para os sustentar. E se os portugueses decidiram nas urnas virar a página, Cavaco cá está para lhes emendar a mão. Independentemente da vontade dos eleitores, o homem que ocupa Belém com a mais baixa votação e pior aprovação de sempre quer impor a sua, brandindo, como tantos, de Avillez a Barreto, fizeram nos últimos dias, a sua moca de Rio Maior. Ganha a verdade e a clareza, se tivéssemos dúvidas. Mas alguém devia lembrar ao PR que quem subiu à Fonte Luminosa foi o PS, e Costa esteve lá."

Fernanda Câncio

PS eu também estive lá. Cavaco não sei.

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O Presidente da República Portuguesa indigitou Pedro Passos Coelho para formar governo. Cumpriu o preceito constitucional, assente na tradição. Nada a assinalar, mesmo tendo em conta que a coligação não conseguiu apoio a nível parlamentar para formar governo. A responsabilidade está agora na mão de todos os deputados eleitos, democraticamente, pelo povo. Feito o acto de indigitação, o senhor Presidente, devia remeter-se ao silêncio para que a democracia pudesse funcionar. Teria exercido o seu papel de árbitro isento e equidistante. Não foi assim que resolveu proceder.

Cavaco Silva, dentro da linha a que nos habituou, preferiu ultrapassar as suas competências e determinar quem pode, ou quem não pode, fazer parte do governo de Portugal. À partida decidiu, no seu discurso, marginalizar três partidos, BE, PCP e Verdes, de qualquer solução governativa. De uma penada afrontou um milhão de votantes.Convém lembrar que não tem esse poder constitucional. Convém acentuar que tal decisão é política e eticamente inaceitável. Convém dizer que considero tal posição uma manifestação de autocracia só comparável com o discurso de Vasco Gonçalves, em Almada, num contexto de grande revolucionarismo.

Para este Presidente aplica-se, com propriedade, a afirmação de George Orwell, de que todos os homens são iguais, mas alguns são mais iguais que outros. E neste caso, na interpretação de Cavaco, há votos que valem mais que outros. Com esta atitude, sectária, está a contribuir para a instabilidade, em nome da sua estabilidade, e em consequência para a ingovernabilidade do país. Espero que na sua mente não esteja a germinar o exemplo do "Triunfo dos Porcos".

MG

 

 

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Explicação do meu voto aos passarões

por Naçao Valente, em 22.10.15

Sou um apenas um dos milhões de votantes das últimas legislativas. Nessa condição, vou responder, como eleitor do PS, a um desafio de Ferreira Fernandes, numa deliciosa crónica,  sobre a explicação das razões do meu voto. Por exclusão de partes não votei na PàF porque  embirro com o nome: causa-me stress, tira-me do sério, deixa-me apopléctico. E o mais grave é que não consigo encontrar explicação para tal. Chamásse-se a coligação, por exemplo, PIPI, PAU...outro galo cantaria. Até teria votado no BE pelos lindos olhos da Catarina Martins, ou pelo sorriso misterioso, tipo Mona Lisa, de Mariana Mortágua, mas a ser descoberto,corria o risco de ter no currículo a mancha anti-nato. Não quero perder o estatuto de patriota. Desde que me meteram na cabeça que os comunistas comem criancinhas (e se não comem podem ter comido) que me causa engulhos e faz aumenta a azia votar no PCP. E se não está provado que comam criancinhas, pelo menos ninguém contesta que engolem sapos. De modo que te arrenego.

Então que alternativa me restava? Bom, ainda há os pequenos partidos, mas são tantos e tão iguais que não percebo ao que vêm. Porque não quero ter o rótulo de abstencionista (chateia-me)  votei no PS, com a esperança de deixar de ver aqueles ministros todos de pin na lapela. Fazem-me lembrar tempos idos em que me obrigaram a andar, na escola, com o pin da mocidade portuguesa. Ainda estou traumatizado. Votei para libertar o Passos de tanta canseira pela pátria e poder seguir a sua vocação de cantador. É uma pena perde-se aquela voz a debitar números e estatísticas, quase sem pre furadas. Votei porque ainda gostava de ver o Portas como comentador de futebol a debater com BDC e gostava de ver os comentadores e fazedores de opinião a engolir os sapos vomitados pelo PC.

Cumpridos estes motivos, dou liberdade ao Costa para fazer o que quiser com o meu voto. Pode juntá-lo, aos da Catarina, aos do Jerónimo e até ao dos animais que eu cá não sou elitista. A aliança de governo à esquerda, ao contrário das interpretações, que os analistas, não autorizados, fazem do meu voto, não me tira o sono, nem me cria vontade de emigrar depois de ter resistido durante quatro anos. Melhor, essa do governo de "esquerdalhos" não passa de um detalhe.

MG

E aqui vos deixo a crónica que inspirou este texto: um doce a que nem um diabético deve resistir.

 

 Não foi para isto que votei no PS!


Como há dúvidas, vou dizer porque votei. Votei no PS, eu, para que todas as casas com construção embargada que me estragam a paisagem sejam deitadas abaixo, já. Esse meu querer lembro-me de ter sussurrado ao voto quando o deitei (só não escrevi para o não inutilizar) - vai para três semanas, e o PS sobre o assunto, nada. Votei no PS por causa do sorriso irónico do líder, são os únicos sorrisos de que gosto nos políticos, mas desde o dia 4 não me parece ser esse o critério de aliança de Costa (a Catarina é simpática, o Jerónimo é veemente, mas nada disso vale um sorriso irónico, acho). Votei no PS para que ele fosse buscar o Luis Fernando Verissimo ao Brasil para dar aulas, nos três canais, duas horas por dia, prime time, sobre como se escrevem diálogos - acho o diálogo fundamental e ninguém pôs isso no programa eleitoral (o PS também não, mas eu não me ia abster, soprei no voto e foi também por isso que votei). Votei no PS porque gosto das ruas alegradas, o Costa pintou a Rua Nova do Carvalho de cor-de-rosa e eu gostava de ver a Estrada de Benfica a cheirar a pitanga. Basicamente foi isto. Os outros 5 408 804 eleitores que digam porque votaram. Eu foi por isto. E não admito que os comentadores digam que votei ou não votei por outras razões senão as expostas. Quanto a formar governo, fui ver à Constituição, não sou eu. Se fosse, vocês iam ter surpresas do caraças.

 

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Cavaco, O Manhoso

por Naçao Valente, em 21.10.15

Se aos presidentes da República fossem atribuídos cognomes como aos reis, o Presidente que veio de Boliqueime ficava-lhe bem oepíteto de O Manhoso. Toda a sua Presidência assentou na manha provinciana e paroquial. Até ao final do primeiro mandato usou a conciliação com Sócrates como objectivo fundamental. A bem da nação. No discurso da reeleição abriu a guerra com o governo do PS, com o objectivo claro de o derrubar. A bem da direita.  O chamado PEC IV foi a oportunidade de ouro para promover a demissão do governo e poder convocar eleições antecipadas. A bem da sua área política, que não da nação. Eleito o governo Passos/Portas, assumiu-se como seu  seguro de vida. A manhosice saloia expressou-se no adiamento das eleições até ao absurdo, para a sua coligação poder ganhar tempo e recuperar eleitoralmente. A mal da nação. A nova legislatura devia ter começado em Junho. Não estávamos agora a passar por esta indefinição. Resta a Cavaco, O Manhoso, cumprir escrupulosamente a Constituição e deixar a democracia funcionar. Para acabar o seu mandato com um mínimo de seriedade e dignidade. A bem dos interesses nacionais.

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