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Da natureza dos números

por Naçao Valente, em 29.06.15

Sua excelência o senhor Presidente da República tem formação em economia. Espera-se que saiba lidar com os números. E sabe! Provou-o hoje. Sobre a eventual saída da Grécia do euro, chegou a uma conclusão incontestável: "se a Grécia sair eram dezanove e ficam dezoito". De facto, os números não mentem na sua crueza. Se para sua excelência o senhor Presidente, a realidade se resume à formulação apresentada, começo a interrogar-me se vive neste mundo ou num mundo paralelo. 

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Caixa de Pandora

por Naçao Valente, em 28.06.15

Na história  David e Golias prova-se que a inteligência pode vencer a força. Outros exemplos podiam extrair-se da literatura grega da antiguidade. No diferendo que, na actualidade, opõe a Grécia à União Europeia, esta assume o papel de Golias. Nesta luta dos tempos modernos, verifica-se uma diferença fundamental, em relação às lições do passado. O pequeno David está a enfrentar o colosso usando as mesmas armas, isto é a força. Desta forma a luta torna-se desigual.

O governo grego começa a sentir-se encurralado e faz uma fuga para a frente. Nessa fuga, ironicamente, recua e procura ganhar tempo. Ensaia uma jogada arriscada. Se perde o referendo perde credibilidade interna, se o ganha mete-se num beco de difícil saída. O que ainda pode salvar a Grécia do descalabro é a perturbação que a sua saída possa causar na moeda comum. É como abrir uma caixa de Pandora. O receio de consequências imprevisíveis para a união monetária pode dar ao trunfo grego, o peso que ele não tem. Seja qual for o resultado do referendo.

MG

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Mudar de povo

por Naçao Valente, em 24.06.15

Baptista-Bastos cujos cabelos brancos, experiência de vida e verticalidade, merecem todo o crédito, escreveu hoje no CM, que se acontecer o que a sondagem da UC prevê, é melhor fecharmos o país e mudar de povo.

Palavras lúcidas e sábias. Dito de outro modo, vão ao encontro daquele ditado "quanto mais me bates mais gosto de ti". Estranha forma de gostar. O amor como apologia da violência. Mas foi assim que o governo de Portugal tratou o seu povo. Malhou sem nunca lhe doerem as mãos. Justificou-se com o delito de quem queria viver melhor. Portou-se como o pai tirano que põe ordem no desmando.

O povo apanhou e calou. No empobrecimento, no desemprego, na emigração. O povo apanhou e gostou. No desrespeito, na insensibilidade, na indignidade. O povo apanhou e quer voltar a apanhar. Mentira, embuste, falta de vergonha. De facto, BB tem razão. Se assim for, esta nação que já foi valente, precisa de mudar de povo, se quiser sobreviver.

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Gregos e Troikanos

por Naçao Valente, em 24.06.15

Ontem, o rapto da bela Helena deu origem a uma guerra entre gregos e troianos. Hoje, o rapto da dignidade a povo grego, originou a guerra entre gregos e troikanos. Os gregos cercaram Tróia que resistiu, resistiu. Os gregos enfrentam os troikanos entrincheirados atrás das suas muralhas de soberba. Os gregos venceram os troianos pela persistência, pelo brio, pela inteligência. Um cavalo de pau fez toda a diferença. Se os gregos quiserem vencer a arrogância dos troikanos, têm que substituir a persistência pela subtileza. Pensem no cavalo de Tróia. Às vezes a História repete-se.

MG

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Arrastão

por Naçao Valente, em 22.06.15

Arrastão ficou conhecido como uma acção de um grupo de malfeitores, sobre grupos de população indefesa. Nessa perspectiva, estamos a assistir a um arrastão sobre a nação mais antiga da Europa. É um arrastão que se prolonga desde 2011, com algumas intermitências. Já levou a REN, a ANA, a EDP está a arrastar a TAP, para não falar no dilúvio que submergiu a PT eo BES. No olho do arrastão estão os transportes públicos de Lisboa. E o mais curioso é que a origem destes arrastões, está a ser executado meticulosamente, por aqueles que os deviam evitar. Para bom entendedor. Os que se consideram donos políticos disto tudo, não querem deixar pedra sobre pedra. E ou somos nós, eleitores, que os arrastamos ou vamos assistir a saga de "Tudo o Vento Levou".

 

MG

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São todos iguais

por Naçao Valente, em 20.06.15

Querida Alzira

Precisava de falar contigo em privado

Agripina

Mal acabei de ler a mensagem sms, não consegui evitar a ideia pouco ortodoxa, que me invadia a mente relacionada com o nome Agripina: “mas o que me quer, desta vez, a cabra gorda”? Que Deus me perdõe por tratar (ou destratar) assim a prima com quem convivia desde a infância. O certo é que parece que nasceu para me ensombrar os dias. Quando nos encontrávamos, a conversa ia sempre dar ao mesmo: sexo e ciúmes. O assunto arrastava-se-desde o tempo em que comecei a namorar com Remígio que ela considerava um burgesso sem maneiras. Até podia ser, mas o que é que a enxerida tinha a ver com isso. Melhor seria que se preocupasse com a pérola que tem em casa e, que pelos vistos, julga que é um galã irresistível.

-Os homens são todos iguais, dizia-me ela, invariavelmente, no decurso das nossas conversas. O meu Zequinha não há nenhuma que lhe escape. E o teu também não deve ser nenhum santo.

Esta constante lenga-lenga tirava-me do sério. Para mais o meu Remígio se não era santo trabalhava para a santificação. Em questões de rabos de saia nunca me deu qualquer preocupação. Ponho as mãos (ou o que for preciso) no fogo por ele. Aliás se pusesse mais um pouco de fogo na relação, não se perdia nada. Para ele sexo é uma obrigação para não dizer um sacrifício. É um mouro de trabalho e chega sempre a casa a desoras e cansado. No início ainda mantinha a chama acesa, mas depois foi perdendo gás.

Apliquei todo o meu charme para o seduzir. Ainda me empenhei para comprar a lingerie mais ousada. Mas nada resultou. O estupor parece que fez voto de castidade. Com muito esforço, lá estabeleci a rotina das quintas-feiras, dia menos sobrecarregado do seu calendário, mas que se vê que cumpre quase como uma penitência. No entanto, houve um período, depois do nascimento da nossa filha, em que me rejeitou meses a fio. Eu sei que um homem, genericamente falando e em sentido lato, não é de pau, e tive que pôr os pontos nos is e a boca no trombone. Não houve ninguém na família que não ficasse a saber. Depois, por estas e por outras lá consegui metê-lo no leito conjugal. Caramba que um homem pode não ser de pau, mas de vez em quando dava jeito, que diabo. Adiante, que me está a fugir o verbo para a piada revisteira.

-Os homens são todos iguais? Que adianta explicar à Agripina que casei com um eunuco mental. Não ia entender. O que lhe sobra em celulite, falta-lhe em cérebro .

Fazer o quê? Lá vou ter de a gramar mais uma vez. Prima é prima.

Querida Agripina

Encontramo-nos amanhã à hora do chá

Alzira

Quando cheguei ao local do encontro já a Agripina estava à minha espera. A sua figura destacava-se, pelo porte avantajado que ocupava num lado da mesa rectangular.

-Senta-te Alzira. Tenho grandes novidades para te contar. É um assunto melindroso. Nem sei como começar?

-Começa pelo princípio: os homens são todos iguais, E se puderes poupa nas palavras. Não me interessa conhecer as novas aventuras do teu Zequinha.

-Não te pedi para vires ter comigo para te falar do meu marido, mas para te falar do teu.

-Não me faças perder o meu tempo . Ou será que vais insinuar que ao Remígio, não há nenhuma que lhe escape. Mais valia, era sinal que também havia alguma coisa para mim.

-Prima Alzira, disse numa inversão de discurso, que me surpreendeu, tens tido notícias da ex-mulher do teu sobrinho Arnaldo, isto é da Deolinda?

Conhecendo como conheço a Agripina, disse para os meus botões “este mato tem cachorro” e estava certa. “É assunto que não costumo abordar com o Arnaldo”, disse balbuciante.

--Mas com certeza que sabes, insistiu Agripina, que continua a viver no mesmo apartamento. Constava que o ex lhe pagava as contas, pois sabe-se que ela nunca teve uma boa relação com o trabalho.

-Ó Agripina, estou-me nas tintas para quem lhe paga as contas, atalhei.

- Mas não devias estar, porque quem lhas paga é o Remígio, o teu marido.

Passei-me, perdi as estribeiras, tirei todos os filtros, perdi a compostura “ó grande cabra obesa, a minha paciência para os teus devaneios chegou ao fim. Não vou dar mais cobertura às tuas intrigas doentias”.

Levantei-me. Agarrou-me no braço e colocou-me na mão o seu telemóvel. O que meus olhos viam parecia-me surreal. Na imagem de um pequeno vídeo o Remígio saia de um prédio abraçado à Deolinda. Como era possível?

-Lamento Alzira, nunca me deste ouvidos, mas os homens são todos iguais.

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Tempos de masoquismo

por Naçao Valente, em 19.06.15

Sondagens valem o que valem. Umas vezes acertam outras nem por isso. Mas a última sondagem da Universidade Católica sobre as eleições legislativas não deixa de ser preocupante. Em várias vertentes. Como se explica que o PS caia, desde o último estudo, 8 pontos percentuais? Como se justifica a subida de intenções de voto numa coligação que destruiu a economia, fomentou o desemprego e a emigração, empobreceu o país, desbaratou o património económico do país e sobretudo mentiu? Disse que fazia uma coisa e fez o seu oposto. O eleitorado não tem memória? O eleitorado não tem dignidade? O eleitorado não é filho de boa gente?

Faço uma leitura simples: a pequena recuperação que se tem verificado, por alguma inversão da política europeia, bem aproveitada pela propaganda governamental, está a surtir efeito. A mensagem linear adoptada e expressa na ideia de que "antes era o caos, depois veio o salvador da pátria e como um messias trouxe a salvação, está a passar. Não tem programa, nem precisa. O povo gosta de chicote.

Bem pode António Costa mandar fazer estudos económicos, elaborar programas rigorosos e estruturados, apresentar soluções que devolvam dignidade às pessoas, prometer repor rendimentos sonegados, os eleitores preferem continuar a ter mais do mesmo. Parecem preferir num caminho de expiação, dos pecados de que foram acusados por quem os governa. Gostaram e querem mais. Vivemos tempos de masoquismo, de "sombras de grey". É tempo de despertar consciências.

MG

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A tragédia grega

por Naçao Valente, em 18.06.15

A Grécia está no fio da navalha, entre a espada e a parede, entre a cruz e a caldeirinha.  Pressionada pelos credores, ostracizada pelo directório europeu. O principal problema da Grécia, ao contrário do que defende a ideologia dominante, não é económico mas político. Porque é nas decisões políticas que reside a solução para os problemas. Mas os decisores que governam a UE, não querem ajudar o povo grego, e assumem uma atitude revanchista, por ter ousado fazer uma opção política desinserida do sistema convencional.

Para esta União Europeia, governada pela direita liberal, dominada pela Alemaha de Schauble, é inadmissível que um pequeno país se recuse em colocar a canga que colocaram sobre todos os europeus. A deriva grega não pode passar. Custe o que custar a opção dos eleitores gregos tem de ser derrotada. A essência do sistema não pode ser posta em causa por um país periférico do sul.

A dívida grega é uma gota de água no mar do capitalismo que nos explora. Os ditos credores sabem que para receber o dinheiro que emprestam precisam que a economia grega cresça. E esta não pode crescer sem consumo. E sabem que retirar ainda mais rendimentos à população, não conduz ao desenvolvimento. Por isso, não podem deixar que este país seja uma pedrinha na engrenhagem. É preciso esmagá-la.

Estamos perante um jogo perigoso. A UE e o FMI têm poder para encostar a Grécia à parede. E senão a fizerem vergar, empurra-la-ão para fora. Mas se pensam que a sua expulsão resolve a situação estão enganados. A saída da Grécia pode fazer colapsar todo o sistema político e económico. Pior, corre-se o risco de fazer desmoronar o projecto europeu iniciado no pós-guerra. O autoritarismo de uns poucos está a pôr em risco a vida de todos.

PS: duas notas: não sou simpatizante do Siriza; a posição do senhor Presidente da República, em relação à Grécia, é uma vergonha. Não havia necessidade.

  

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Ego inchado

por Naçao Valente, em 17.06.15

Cada um incha à sua maneira. Uns incham pelos ouvidos, outras por força da natureza. O homem que chegou à Presidência da República graças a uma série de circunstâncias excepcionais, incha pelo ego. Palavras suas. Mas pasme-se, não inchou pela sua imparcialidade, nem pela sua competência, nem sequer pela sua integridade. Inchou com quatro maiorias e por aí se ficou. Palavras ditas. A sua Presidência ficará como a pior da do período democrático. Um vazio de ideias. Uma mão cheia de facciosismo político.

Arrasta pelo mundo, penosamente, a sua senilidade, fazendo campanha eleitoral por um partido. Sem vergonha. Mente por ignorância ou por convicção. Disse que o Bes estava de boa saúde e faliu. Afirma que a TAP está a ir muito bem. Que crédito merece? Que passe depressa o tempo que resta do seu mandato e antes que o seu ego estoure de tanto cinismo.

MG

 

 

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O falso partido comunista

por Naçao Valente, em 16.06.15

Há coisas difíceis de entender. O PCP é assumidamente um partido de esquerda. Bebendo da ideologia  vigente nos países comunistas de leste, que procurou aplicar em Portugal, sem êxito, depressa se redefiniu para aceitar as regras democráticas, mas nunca abandonou a sua rigidez programática.

Ao contrário de outros partidos comunistas, foi sobrevivendo graças a uma ortodoxia da qual não se desviou um milímetro. Manteve unida a sua base de apoio, com a estratégia de estar sempre na oposição, numa atitude de não se comprometer com a real política. Manteve, entre os seus fiéis acesa a chama, de mítico "governo nacional e patriótico" espécie de utopia laboratorial de plena igualdade, que nunca existiu em concreto. Nesta linha funciona como braço político de reivindicações sindicais, assumidas por organizações, que lhe garantem a longa sobrevivência.

Mas esta gesta de reserva moral do interesse dos oprimidos, não resiste a uma análise rigorosa. O que interessa em primeiro lugar ao PCP é a defesa dos seus interesses e não o interesse geral. Comprova-se com o facto de considerar o PS o seu principal adversário. O que em teoria significa que prefere ter no poder a direita que finge combater. O que demonstra que é aliado objectivo do capitalismo.Prega um falso comunismo. Representa o cinismo ideológico.

Este PCP, de Jerónimo de Sousa não evoluiu. É mais retrógrado, mais dogmático, mais fundamentalista do que foi dirigido por Cunhal. Este, ao menos, salvaguardadas as diferenças com os socialistas, nunca optaria pela direita, em defesa dos interesse do povo português.

MG

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