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S. Pedro popular

por Naçao Valente, em 29.06.14

São Pedro tem lá no céu

um estatuto popular

em vinte e nove de junho

desce à terra pra reinar

 

trouxe grande reinação

durante uma noite inteira

com grande satisfação

até saltou a fogueira

 

e até de madrugada 

distribuiu simpatia

 ao raiar da alvorada

continuava a folia

 

foi-se embora santo António

foi-se embora são João

está quase a partir S. Pedro

mas fica a exploração

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A fagulha que, há cem anos, incendiou a pradaria

por Naçao Valente, em 28.06.14

imiiimagem net

 

Faz hoje cem anos. O arquiduque Francisco Fernando era assassinado em Saravejo. Foi a pequena fagulha que faltava para incendir a pradaria. Foi o acontecimento que despoletou a Primeira Guerra Mundial. Contudo já estavam reunidas todas as condições para que a pradaria se incendiasse. A conjuntura que se vinha desenvolvendo, os interesses económicos entre as grandes potências, o controle de riquezas mundiais apontavam um conflito armado. Com este acontecimento, com esta fagulha ou com outra a Grande Guerra mostrava-se inevitável.

 

MG

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Oitocentos anos é muito tempo

por Naçao Valente, em 27.06.14

A minha pátria é a língua portuguesa, escreveu Pessoa. Com efeito, a língua é uma componente indissociável da nacionalidade. Com ela nos entendemos num vasto espaço geográfico, que ultrapassa as fronteiras originais. Com ela expressamos sentimentos e pensamentos. E muitos o fizeram ao longo de oitocentos anos. Palavras que encheram páginas manuscritas e impressas. Prosadores e poetas que mantiveram com a língua uma intimidade permanente. Páginas onde se inscreve a nossa memória colectiva. Textos onde está o ADN que nos caracteriza como uma nação secular. A língua e a portugalidade caminharam sempre lado a lado. Sem o seu contributo é impensável imaginar a nossa autonomia. Libertamo-nos da hegemonia castelhana, com a língua a autonomizar-se da sua matriz latina e das suas variantes peninsulares. Faz hoje oitocentos anos que foi escrito o primeiro documento em português. Depois, muitos outros se foram fazendo. Depois, cresceu e tornou-se adulta, ganhou asas e voou, com a ajuda de grandes mestres. Lembro apenas alguns a título de exemplo: D. Dinis, Fernão Lopes, Bernardim Ribeiro, Sá de Miranda, Gil Vicente, Camões, António Vieira, Garret, Camilo, Eça,  Pessoa,Torga. E muitos, muitos outros. Hoje, continua viva como sempre. E nela se expressam milhões de falantes em todo o mundo. Oitocentos anos é muito tempo, mas quase nada na vida de uma língua que ganhou a imortalidade.  

 

MG

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Milagre? Joguem à bola.

por Naçao Valente, em 26.06.14

Define-se milagre como um acontecimento não explicável pelas leis da natureza. Esta definição, não permite, a aplicação do termo, a uma eventual passagem de Portugal à fase seguinte do mundial de futebol. Se Portugal for apurado em função de uma conjugação de resultados favoráveis, não acontece nenhum milagre. Acontece, simplesmente, a aplicação de leis da matemática, inseridas nas leis da natureza.

 

Independentemente de resultados de terceiros, para se dar o aludido "milagre" a equipa tem de fazer, com profissionalismo, o seu trabalho. Para usar uma expressão do mundo do futebol, devem jogar à bola. O que significa que têm que jogar a um ritmo muito mais elevado, com atitude, raça, competência. Resta saber se o conseguem. Uma coisa é querer e outra é poder. E, pelo já visto, é difícil acreditar, que estes jogadores, tenham condições físicas e psicológicas para superarem as suas insuficiências. Para além disso, não jogam sozinhos.

 

MG

 

  

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Falência da Selecção? A culpa é do Sócrates!

por Naçao Valente, em 23.06.14

Falência da selecção de futebol? A culpa é do Sócrates. Este podia ser o título principal do Correio da Manhã. De facto, para jornal de grande audiência (porque será?) o ex-primeiro ministro é uma espécie de figura maléfica, um ogre que transporta todos os males de Portugal e arredores. Fez a dívida crescer até cerca de 90% do PIB (agora é mais de 130). Mandou construir estradas, auto estradas, escolas e hospitais, quase levando o país à bancarrota. Sócrates foi penalizado politicamente. Pagou com língua de palmo o mal que fez ao país.

 

Politicamente está morto, mas o seu fantasma continua a pairar sobre o nosso destino. Tanto no que aconteceu, como no que está a acontecer, a mão socrática está sempre presente. E quando se prova que não está, de certeza que estão os socráticos, uma linhagem maldita, que não tem direito a existir. Ou melhor, deve existir como seguro de vida daqueles que nos governam.

 

Aí está. Os jogadores da nossa Selecção estão presos por arames (não havia outros?); a equipa de todos nós não joga puto; o seleccionador orienta-se (ou será orientado?) por critérios muito duvidosos. A quem atribuir responsabilidades? Ao Sócrates, claro. Neste país encontrou-se o bode expiatório perfeito. E o mais curioso é que o povão acreditou e continua a acreditar. A gente que tomou conta do país, construiu o álibi perfeito. Por mil anos. Os fantasmas não morrem.

 

MG 

 

 

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Poder absoluto? Só falta um bocadinho

por Naçao Valente, em 22.06.14

Este governo, salvaguardadas as devidas diferenças, faz-me lembrar o partido NAZI de Hitler. Aproveitou  o desencantamento com algumas medidas do governo anterior para chegar ao poder. Com muita demagogia ganhou as eleições. Fez o contrário daquilo que tinha prometido. Enfim é o costume. Mas o mais grave é que trazia no seu ADN as sementes de um poder absoluto. Com uma maioria parlamentar absoluta, com um Presidente  da República da sua área política, com um comportamento titubeante e a denotar algum esclerosismo, governa a seu bel-prazer.

 

Por outro lado, com um PCP que na sua atitude, meramente contestatária, acaba por ser um aliado objectivo da direita e com um PS entregue a personagens mediocres, não tem oposição política eficaz. Resta um sindicalismo cristalizado em atitudes do século passado, sem capacidade de mobilização para uma luta consequente dá-se ao luxo de tratar os trabalhadores, conformados, abaixo de cão vadio.

 

De facto a este governo, para ter poder absoluto só lhe falta um bocadinho. Um bocadinho que eles pensavam , também, ter no bolso. Daí governarem como se não existisse Constituição, ou seja sem balizas legais. É esse bocadinho, denominado Tribunal Constitucional que está a travar o seu projecto de poder totalitário. Não fora haver neste órgão cidadãos respeitadores da lei (alguns da área do governo) e a impunidade era total. Compreende-se a sua sanha contra estes magistrados. Compreende-se os ataques a raiar a boçalidade. Os tiques totalitários já não são disfarçáveis. Compreendo, pois estiveram tão perto. Faltou um bocadinho de nada. Mas faz toda a diferença. A diferença entre a liberdade e opressão.

 

MG

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Há vida para além do futebol

por Naçao Valente, em 19.06.14

Está na ordem do dia. Não se fala de mais nada. Futebol, futebol, futebol. Debates, comentários , previsões , especulações ocupam os meios visuais de comunicação. Fazem-se directos de treinos. Seguem-se autocarros a transportar atletas. Se um extraterrestre chegasse agora há terra julgaria estar no planeta futebol. O Tribunal Constitucional pronuncia-se dobre inconstitucionalidades. Os ministros e deputados contradizem-se no contraditório. Ninguém liga. Conversa acabada. O que interessa é a cabeça do A, o joelho do B, o golo do C o fim de ciclo do D. O  futebol, não é um desporto, não é espectáculo, é só quase obsessão.

 

Embora não pareça há vida para além do futebol. E muita. Há muita gente de mérito na investigação, na medicina, na astronomia, nas tecnologias. Trabalhos feitos no silêncio dos laboratórios, mas muito úteis para melhorar a qualidade de vida da humanidade. Há gente que labuta para nos pôr comida  na mesa. E há gente que não tem mesa nem comida. Há gente que com suor paga os comentadores e os comentários de que não usufrui. Há gente, milhões, que sem visibilidade, são o sustentáculo desta obsessão colectiva que nos aliena e nos desvia da realidade.

 

MG 

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A bela adormecida, eis a selecção

por Naçao Valente, em 17.06.14

Vinde, senhores, assistir à espantosa história da bela adormecida. Entrou vaidosa e confiante, na sua incomparável beleza, na Arena e até deu um ar da sua graça. Mas foi sol de pouca dura, foi um ar que lhe deu. Imprudente, depressa se picou e voltou a picar nos picos que lhe colocou a bruxa má, com a ajuda do feiticeiro de OZ que fez dos seus guadiões  meros espantalhos.  E foi tão rija a picadela que adormeceu. É certo que ainda se tentaram levantar uns príncipes, mas grande ilusão. Eram apenas príncipes com orelhas de burro, sapos escalorados e anões de perna bem curta. A princesa adormeceu profundamente.

 

O que falta saber, senhoras e senhores, é se de entre candidatos a acordar a princesa, mal escolhidos, mal preparados, mal orientados, se levanta algum verdadeiro príncipe. Há pois, porque ser um real príncipe dá muito trabalho. Não é príncipe quem quer, mas quem faz por isso. E estes julgaram que bastava ter encanto e estatuto privilegiado. No sono profundo em que caiu a bela, vai ser mesmo preciso um batalhão de príncipes, humildes, competentes, solidários, laboriosos, para a acordar.

 

Esperemos pelo próximo capítulo. Aceitam-se palpites.

 

MG 

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O livro saíu à rua

por Naçao Valente, em 15.06.14

Imagem net

 

O futebol monopoliza as atenções. Nos grandes meios de comunicação social a antena está ocupada com o mundial. São horas e horas de jogos, análises, debates, previsões. Um enjoo mesmo para quem gosta de futebol como é o meu caso. Dizem que é do que o povo gosta. É verdade. Há anos que o povo gosta de pão e circo. Mesmo que haja mais circo que pão. Para os governantes é uma benção. Pena não haver mundial o ano todo. Era uma constante manipulação. Está nos genes da humanidade.

 

No entanto, há vida para além do futebol. E muita. Vou referir-me especialmente a um acontecimento anual com grande significado cultural. Na minha opinião, mais importante que os desportos de massas, que desde a antiguidade tem variado nos gostos dos cidadãos. Falo em geral da cultura e das feiras do livro em particular. É à cultura que devemos a civilização. Esta, vista no sentido do aperfeiçoamento humano, não seria possível sem o avanço do conhecimento.

 

A feira do livro de Lisboa é mãe de todas as feiras, sem menosprezo pelas outras. E é-o por razões óbvias. Encerra hoje dia quinze de Junho. Durante as semanas em que esteve aberta, trouxe para a rua esses objectos chamados livros. Digamos que desceram ao povoado e se misturaram com o povo anónimo. Digamos que deixaram o ar condicionado e confortável das livrarias e os armazens das editoras, onde entram apenas os fiés, cada vez mais reduzidos, da leitura impressa.

 

Ao contrário do futebol que aliena pela paixão o livro liberta pela razão. A sua presença na rua agita um pouco as consciências, depois regressa às suas capelas durante mais um ano. A iletracia, mau grado o aumento da escolaridade é elevadíssima. Daí que nasçam cada vez menos livros. O que reina são as redes de comunicação visual. Imagens rápidas e rapidamente consumíveis. Mas o livro será sempre eterno. E para mim o livro em papel tem outro encanto, mesmo na hora da despedida. Tem textura, tem cheiro e tem escondida na tinta impressa a vida com as suas agruras e alegrias. Ensina, diverte, emociona, traz dentro de si a súmula da humanidade. Resta a saudade até que volte a sair à rua.

 

MG

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Quadras populares

por Naçao Valente, em 13.06.14

O que têm em comum santo António e Fernando Pessoa? O santo baptizado como Fernando morreu em Pádua em 13 de Junho de 1231. Pessoa nasceu n odia 13 de Junho de 1888. Haverá coincidências?!

 

No dia de santo António

Nasceu Fernando Pessoa

E o seu primeiro pensamento

Foi p´ras moças de Lisboa

 

 No arraial em Lisboa

Cruzou olhares com Ofélia

E num repente… amou-a

E ofereceu-lhe uma camélia

 

No Porto no são João

Voltou a sentir-lhe o cheiro

Terno pegou-lhe na mão:

Eu sou Alberto Caeiro

 

Quando são Pedro chegou

Com as chaves da paixão

A Ofélia até pensou

Em abrir-lhe o coração:

 

Embora não o  sabeis

Não sou um homem casado

Chamo-me Ricardo Reis

Em medicina formado

 

Estando triste a bela Ofélia

Perguntou a são João

A que homem da camélia

Tinha dado o coração

 

E o santo lhe respondeu

É poeta e fingidor

Finge o amor que te deu

Porque não vive o amor

 

MG

 

 Sou um guardador de rebanhos
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

 

Alberto Caeiro

 

 

 

 

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