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O primeiro-ministro disse que não ia haver mais cortes nos rendimentos dos cidadãos. Um secretário de Estado do Ministério da Finanças fez uma declaração ou um briefing (agora é moda) onde anunciou novos cortes nas pensões e nos salários da Função Pública. Aqui d`el rei que quase volta a cair o Carmo e a Trindade. E não caiu porque logo se levantou o ministro da Presidência, vivam as hierarquias, a desmenti-lo com todas as letras. Mas dando uma no cravo e outra ferradura foi dizendo que a culpa é da comunicação social. Um outro ministro, corrigiu o anterior, quando afirmou, que o episódio foi apenas ruído e desnecessário. Por fim o vice primeiro-ministro sentenciou que o briefing foi um erro e que não devia ter acontecido. Conclusão: cada cabeça sua sentença; desta confusão resta saber quem fala verdade. Ou noutra perspectiva quem está a contar mentiras. Ou talvez ande por aí um primeiro de Abril antecipado. Ou melhor, o primeiro de Abril é todos os dias na comunicação governamental.

 

MG 

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Descalço

por Naçao Valente, em 27.03.14

Durante a minha infância a pobreza era assumida como um destino.  Mais pobre que os pobres, da aldeia onde nasci, era o Descalço, caldeireiro itinerante. Em tempos de apologia da pobreza e de concretização de um processo de empobrecimento como um objectivo necessário e até como um castigo para os portugueses, aqui presto justa homenagem ao Descalço, esteja onde estiver. Nesta sociedade condenada, pelos seus principais dirigentes, à pobreza sem fim, os "Descalços" vão começar a multiplicar-se, perante a apatia geral. Este povo transporta  consigo, os genes da subserviência, numa postura de descalços de dignidade.

 

 

Descalço nasceu pra vida

descalço continuou

sapatos nem de defunto

nunca nos seu pés usou.

Num saco de linho sujo

trazia a sua existência

um prato, um copo de vinho,

e a sua competência.

A sua casa era o mundo

dormia em lençóis de nuvens

tapado com raios de sol

vestido de vagabundo

num andar de girassol.

 

No adro da velha igreja

exercia a profissão

remendava uma panela

velha na sua função,

numa chapa de metal

desenhava um belo peixe

para a sua refeição;

envolto em manta de vinho

deitava o sono no chão

fosse inverno ou fosse verão. 

Partia como viera

até um dia voltar

o nome que mãe lhe dera

não sabia soletrar

nem na forma de sonhar.

 

Descalço nasceu na vida

sapatos nunca rompeu

saiu sem despedida

e nunca mais apareceu

foi numa rota perdida

ou

descalço foi para o céu

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Camarada Constança já

por Naçao Valente, em 24.03.14

 

Pedro Passos Coelho, citado pela jornalista Constança Cunha e Sá terá afirmado que estamos condenados a ser pobres, porque os cidadãos dos países do Norte não vão continuar a poupar para nós, mandriões do Sul, continuarmos a gastar. Este tipo de declaração, feita pela primeiro ministro de Portugal, é na opinião desta jornalista, que costuma comentar no noticiário da TVI noticias às vinte e uma horas, intolerável ( termo meu). Acrescenta que não é admissível que o primeiro ministro de Portugal adopte opiniões próprias da extrema direita europeia. Além de uma falta de respeito pelos trabalhadores do seu país, revela por eles um desprezo sem limites. Constança Cunha e Sá que não é uma esquerdista, muita longe disso, todos os dias faz verdadeira oposição à gente que desgoverna Portugal. Põe sem papas na língua o dedo na ferida. No quadrante oposto encontra-se, ironicamente, o chefe do principal partido da oposição, que se perde em rodriguinhos sem consistência e sem conteúdo. Eu proponha que se contrate  a jornalista Constança para chefe da oposição. Estou com ela de corpo e alma. Sem ironia.

 

MG

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Desaparecidos na maratona

por Naçao Valente, em 21.03.14

São sete horas. O meu filho está a sair de casa para apanhar o comboio na estação de Alhandra, rumo à capital. Hoje vai participar na mini maratona. Ele vai nos vinte anos, já anda na Universidade, mas fico sempre preocupada, pois nunca andou no meio de tanta gente. Sou mesmo uma mãe galinha. Penso que devo ter alma de pássaro. Se calhar é por isso, que todas as madrugadas, me delicio a ouvir cantar o melro que vive na nespereira do quintal. Ainda há pouco estava em grande cantoria, que o meu menino interrompeu quando saiu. Quem me dera percebê-lo

 

(Eu não entendo  estes tipos que se dizem humanos e me chamam pássaro. Todas as manhãs interrompem o meu namoro. Metem-se numas caixas ruidosas e lá vão deixando mau cheiro. Há lá melhor coisa que namorar.) 

 

São sete e meia. O comboio deve ter chegado a Sacavém, onde o meu Sandro Rafael se encontra com duas companheiras, que o acompanham na corrida. São a Maria Ana Camelo, que foi sua colega de turma no Secundário e a sua irmã caçula com dezasseis alunos, a Ana Maria. São boas pessoas, muito orientadas, pois até nos nomes são poupadas como se vê pela amostra. Não foi decerto por causa destes Camelos que o país caiu na crise. Há outros  com culpa formada, esses sim, grandes animais.

 

O melro voltou às cantorias. E eu que não sou pássaro estou toda derretida. Que delícia! Este melro é um grande sedutor. Todas as manhãs canta para conquistar a sua amada porque quer constituir família para garantir a espécie. Depois, durante o dia, toca trabalhar para construir o ninho onde há-de criar os filhos que terá com a companheira.

 

A esta hora já o meu menino e as duas moças devem ter chegado à capital. Vamos ver como se vão portar na corrida. O meu Sandro e a Ana Maria têm perfil de corredores, pois têm o corpinho de yogurte magro dos anúncios, agora a Maria Ana não sei. Toda ela é forte e bem rechonchuda, benza-a Deus que gordura é formosura. Espero que não desfaleça a meio da ponte 25 de Abril. Recomendei ao meu Sandro que estivesse de olho nela.

 

Nove horas. Está quase a começar a prova. Vou ligar a televisão para ver se os vejo. O melro já acabou o seu concerto. Depois de tão encantador preliminar deve ter a "melra" caidinha e bem satisfeita com um galanço. Quem me dera que o meu homem, o Sebastião, tivesse, ao menos, um poucochinho da sedução do melro. Mas não! O Sebastião vai mesmo directo ao assunto:-Chega aqui Daniela Vanessa. Salta-me para cima e depois pimba. Quando eu me começo a habituar já ele se foi.

 

Tive a ver a corrida e só mostravam uns africanos que andavam na frente. Dos meus meninos nem sombra. Ainda pensei que fossem entrevistados por um senhor da televisão, que entrevistava pessoas desconhecidas. São onze horas, a prova terminou e estou ansiosa por saber deles. Sou mesmo uma mãe pássaro a cuidar das suas crias. Eu vejo como, o casal de melros, as defendem. E então quando o gato miau miau, que é mais embrulho, pois pesam-lhe os anos nas articulações, como a mim, passa por perto, eles viram feras. Ai como gostava de os perceber.

 

(Vai-te embora aborto de pelo sem asas. Deixa as minhas crias em paz. Olha que ainda te arranco os olhos, inútil que não fazes nada. Vives à custa dos humanos. Parasita.)

 

São três horas e nada. Por onde andarão aqueles desgraçados. Não dão sinal. O telemóvel está desligado. Espera...toca o telefone: -fala a Mariana, mãe da Maria Ana e da Ana Maria. Estou muito aflita. Estou com a minha Mariana em Alcântara. Ela telefonou-me há três horas para me dizer que chegou mais tarde à meta, pois não conseguiu acompanhar o Sandro e a Ana Maria, que não os encontrou e tem todos os seus pertences. Dei conhecimento do desaparecimento à polícia. Sei que o Sandro partilha em Lisboa uma casa com um colega. Já fui aí procurá-los mas não estavam.

 

-O meu Sandro não podia ter ido para essa casa porque não levou a chave. Espere onde está que eu vou ter consigo. Desliguei: .olha a grande cabra, a pensar que meu Sandro Rafael tinha desencaminhado a sua princesinha. O meu menino é um verdadeiro cavalheiro. Creio que me sai a mim com alma de pássaro. Quando quiser conquistar uma moça será com sedução e seriedade, como um verdadeiro melro.Ou ela confunde-o com o marido,que como o meu lhe salta  para cima e pimba. Também com o bojo que tem, benza-a Deus, ele deve precisar de uma escada. Há com cada Camela.

 

Até chegar com o meu Sebastião à estação marítima de Alcântara nada tinha mudado. O Sandro Rafael e a Ana Maria continuavam desaparecidos. O mistério é comparável à nossa angústia. As duas Camelas estavam no sítio combinado e bem visíveis. Pudera, com aquela ocupação de espaço até se vêem da lua, benza-as Deus e assim as conserve. A Mariana olhou-nos e disse: -tenho boas notícias. Acabo de receber um telefonema da polícia a dizer que os localizaram junto à minha casa em Sacavém. Aconteceu, que depois de terminarem a prova, esperaram pela Maria Ana, mas como ela demorava e o tempo limite para utilizarem os transportes públicos gratuitamente estava a terminar, resolveram regressar. Quando chegaram já eu tinha vindo para cá procurá-los. Como todos os seus objectos estavam com a Maria Ana ficaram sem contactos e tiveram que ficar à espera. Enfim, desencontros.

 

Anoitecia quando regressamos a casa. Tirando o susto e uns raspanetes aos jovens pela inconsciência, tudo acabou bem. Os melros após mais um dia de muita azáfama descansavam entre os ramos da nespereira. O ninho estava quase concluído, o que não passou despercebido ao meu homem que me disse:- os descarados dos melros estão-se a instalar na árvore, mas qualquer dia corto-lhes o pio. Não me deixam descansar de madrugada com as suas cantorias. Não fazem ponta de corno a não ser cantar e galar, mas eu tenho que dar no duro se não o patrão põe-me na alheta. Ó filho, deixa lá, ele canta tão bem que até a mim me apetece ser galada. "-Bem, se é assim, Daniela Vanessa, vou pensar"...ai como gostava de o perceber o que dizem, pensei

 

(Finalmente os humanos regressaram com a sua cria. Talvez tenha sido ameaçado por um bicho de pelo, metaforicamente falando. Seja como for com o tamanho que tem devia voar sozinho. Agora em vez de se amalharem vão sentar-se à frente de uma caixa, a olhar para a sua imagem. Não entendo mesmo os humanos, mas o defeito deve ser meu que não passo de um obscuro pássaro, literalmente pensando.)

 

MG

 

 

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Beija mão

por Naçao Valente, em 20.03.14

Portugal construiu a sua independência quando rejeitou as vassalagens. Numa luta, inteligente, de afirmação, Afonso I, foi ganhando batalhas no contexto internacional. Delineou uma estratégia de progressiva conquista de apoios. Passo a passo fez de uma de facto  uma independência de jure. É certo que se soube reunir de gente de grande qualidade. Sem esta conjugação de vontades transformadas em acção este pequeno território nunca teria sido uma nação. Teria sido submersa na voragem castelhana.

 

Estamos hoje  a viver um período que está nos antípodas desse tempo glorioso. O país encontra-se refém de gente sem qualidade, sem ideias, sem brio. Recebeu um mandato democrático para governar o país de acordo com a Constituição: manter a independência nacional e respeitar os direitos dos cidadãos. Não o está a cumprir. Está a entregar a nossa soberania à poderosa Alemanha da senhora Merkel. Neste processo se enquadra a vassalagem que continua a prestar-lhe em mais um beija mão. Recebeu os justos elogios pelo trabalho de desbaratar uma independência secular, no seu papel de vende pátrias. Até quando?

 

MG

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Tomem lá mais cinco

por Naçao Valente, em 18.03.14

armazem leonino

 

Faz hoje cinquenta anos. O Sporting Clube de Portugal tinha sido goleado em Inglaterra pelo rico e poderoso Manchester United. Aceitável. Era uma luta entre David e Golias. Em cem vezes o gigante ganha noventa e nove. O meu Sporting tinha esse conhecimento. Agarrou-se com unhas e dentes à sua possibilidade mínima. Entrou sem medo, ousou e venceu. Teve alguma sorte, mas esta protege os audazes. O Manchester como na história da lebre e da tartaruga adormeceu e quando acordou, atordoado, já estava a levar cinco. Foi borda fora e o meu Sporting embalou para a conquista da taça UEFA. Para sempe recordar.

 

MG

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Condenados às galés

por Naçao Valente, em 15.03.14

Quem nascer hoje com a nacionalidade portuguesa nasce condenado. Já tem sobre os seus frágeis ombros a carga da austeridade. E terá de a carregar até fazer trinta anos. Quem tiver hoje trinta anos carregará a austeridade até aos sessenta. Quem tiver sessenta viverá com ela o resto dos seus dias. Quem o disse foi o senhor que ostenta o título de Presidente da República Portuguesa. Este senhor considerou, publicamente, que o país ou seja cerca de dez milhões de cidadãos portugueses, estão condenados, tirando as excepções,  a trinta anos de austeridade. Esclareça-se que a palavra não é um conceito abstracto:significa pior qualidade de vida, acrescida pobreza, miséria sem fim. E isto porquê? Porque este senhor considera que temos que pagar, a mata cavalos, a dívida pública. Se depois de a pagar já não restarem portugueses pouco interessa. O que interessa é que se desabituem de comer para a pagar. Se a consequência for morrerem,  que se lixe.

 

Este senhor e os patriotas que com ele estão à três anos a salvar o país (entidade abstracta) e a condenar os cidadãos (entidade concreta) a uma vil tristeza, consideram que receberam um mandato divino, dessa entidade abstracta, os sacrossantos mercados, no concreto especuladores capitalistas, a quem devem vassalagem. Actuam como uma espécie de nobreza dos novos tempos, casta superior e infalível, com direito a decidir sobre a vida e a morte da ralé. Vivem numa Idade Média da verdade revelada, de quem são os detentores e os guardiões. Não admira, por isso, que toda e qualquer opinião contrária seja acusada de heresia. Não custa acreditar, que o manifesto de setenta personalidade de diversos quadrantes, seja condenada como uma manobra de perigosos antipatriotas, vende pátrias, ao serviço das forças do mal

 

Se os iluminados que dirigem a nau portuguesa, por mares de ignomínia, nunca antes navegados, decidem que a arraia miúda está condenada a remar nas galés durante trinta anos é porque assim tem que ser. O seu conceito de vida resume-se a pôr os cidadãos ao serviço da economia e não esta ao serviço das pessoas. É o regresso à escravatura. Escravatura da força do trabalho.Escravatura das nações mais pequenas pelas mais poderosas. É tempo de revolta dos escravos. Que os setenta se multiplquem tantas setenta vezes quantas forem necessárias. Urgente.

 

MG 

 

 

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A verdade é só uma....

por Naçao Valente, em 12.03.14

A narrativa foi construída com todos os detalhes. Os sacrifícios resultaram. Os portugueses empobreceram e ainda hão empobrecer mais, mas o país está melhor. A troika comemora. Os mercados rejubilam. O Presidente da República promete apenas mais vinte anos de austeridade a bem da nação. As eleições estão à porta. No meio de tanta euforia programada alguém põe uma pedrinha na engrenagem. Um manifesto de longo espectro defende que há um caminho alternativo ao empobrecimento. Cai o Carmo e a Trindade. Vejam só, andam para aí uns antipatriotas a sabotar este sucesso anunciado: Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite e outros. E ainda há uns velhinhos do Restelo com um tal Adriano Moreira a pôr em causa tão heróica gesta. Como se atrevem. A verdade é só uma, a do governo e mais nenhuma.

 

 

 

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Oh Zéquinha!

por Naçao Valente, em 12.03.14

As imagens televisivas são claras. No jogo do Bonfim ninguém derrubou o jogador Zéquinha do Vitória de Setúbal. Atirou-se para o chão em voo picado. Pretendeu enganar o árbitro e enganou-o. Ganhou um falso penálti para alterar a verdade desportiva. A atitude não é correcta, mas é vulgar. Não é caso único. Muitos outros a utilizam. O mais estranho são as afirmações deste profissional. Perante todas as evidências diz que foi derrubado por Maurício. É o que se chama fazer o mal e a caramunha.

 

MG

 

 

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O meu Sporting goleou

por Naçao Valente, em 09.03.14

Não costumo escrever sobre futebol. Esta não é a sua praia. Mas o que se passou hoje com o meu Sporting merece um comentário. O meu Sporting não fez em Setúbal o melhor jogo do mundo, mas fez qb para ganhar. E ganhou. Estes são os factos: o Sporting marcou um golo, limpo, por Adrien (um a zero). Foi anulado. A seguir o árbitro validou um golo algo polémico a Slimani (dois a zero). No início da segunda parte o mesmo protagonista, validou um golo em fora de jogo ao avançado do Vitória de Setúbal (-1). O homem do apito não assinalou um penálti claro sobre Slimani (três a zero, muito provavelmente). Assinalou, também, um penálti algo duvidoso contra o nosso adversário. No minuto seguinte inventou um penálti contra o Sporting. Em resumo, na realidade, o meu Sporting ganhou no mínimo por três a zero. No entanto o resultado oficial foi dois a dois. Ainda há quem duvide que os apitos têm cor?

 

MG

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