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Tempo e respeito

por Naçao Valente, em 30.04.13
 

Queremos tempo e respeito.

 

         Rubalcaba (PSOE) no Congresso do PS

 

 

A dívida não pára de crescer. Não pára nem parará enquanto persistir esta política de austeridade que está a destruir a economia. Sem o crescimento da economia não se geram receitas. Sem receitas não há dinheiro para pagar um cêntimo da dívida. Os parcos recursos gerados são absorvidos pelos juros. A divida é um monstro insaciável. Precisamos e inverter o caminho. Precisamos de investir na economia, acumular riqueza, criar emprego, dinamizar o mercado. Só assim passará a haver meios para começar a diminuir a divida. Até lá precisamos de tempo, de escalonamento de juros suportáveis a longo prazo. Doutra forma nunca pagaremos aos credores. Quem não quer entender isto? Como diria Sherlock Holmes, elementar meu caro Watson.

 

O tempo que nos recusam está intrinsecamente ligado a falta de respeito. De facto os países europeus da UE à boleia de uma crise financeira especulativa arranjaram um bode expiatório. Os países preguiçosos do Sul. Há nesta atitude o renascer do espírito xenófobo, da superioridade laboriosa. Manipulando em seu proveito os mercados empurraram estes países para becos sem saída cortando-lhe o crédito, para depois os explorarem. Não Têm pejo em causar desemprego, fome e miséria. Como nas grandes lutas operárias contra o capitalismo do século passado são os países do "proletarizados" do Sul que precisam de se unir e lutar contra aqueles que se arvoram em seus opressores, Pela nossa dignidade, pelo nosso treabalho, pela nossa cultura, pela nossa história, merecemos respeito.

 

MG

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Cravos e cravas

por Naçao Valente, em 28.04.13

Em  anos de servidão, opressão

agruras mil,

revoltou-se uma nação.

Era Abril

Nas armas nasceram cravos,

 esperanças mil,

cravos vermelhos ousaram

a liberdade,

Descamisados sonharam

a igualdade.

Já não têm cor os cravos,

desilusão!

Agora é tempo de cravas,

sem coração.

Porque se deixa oprimir

Uma nação?

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Governo de casino?

por Naçao Valente, em 27.04.13

Este governo português nunca governou. A bem dizer, desgovernou. Mas agora deixou mesmo de governar ou desgovernar. Ainda bem, para Portugal. Nas últimas semanas o governo está quase sempre reunido. Longas horas fechado em estranho conciliábulo. Parece apostado em bater um recorde para o Guiness. Na última maratona aguentou doze horas. Esperemos pela próxima. Ninguém entende o que lá se passa. O resultado conhecido tem sido uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Ainda bem, para os contribuintes.

 

Tenho a pulga atrás da orelha. Que raio faz aquela gente tanto tempo reunida? Sendo quem são, coisa boa não pode ser. Pelo apetência que muitos têm para o jogo não terão criado um casino clandestino?  Jogarão com o nosso dinheiro, com a nossa vida, com a nossa dignidade? Aceitam-se apostas.

 

MG

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Prédicas presidenciais

por Naçao Valente, em 26.04.13

A Presidência da República é a mais alta magistratura da nação. Por essa razão o acesso a essa função devia obedecer a critérios extremamente rigorosos apesar de ter um carácter elegível. Dito de  outro modo, a candidatura ao cargo de Presidente devia obedecer ao preenchimento de requisitos prévios. Deste modo, o putativo candidato, tinha de passar por um crivo no qual fosse analisada a sua craveira intelectual, a sua condição de cidadão acima de qualquer suspeita, ter demonstrado ser portador de um imaculado bom senso, ter na sua actuação revelado alta estatura moral, ser capaz de se colocar acima de todos os interesses existentes. Tendo sido aplicados estes critérios, não teríamos no palácio cor de rosa o seu actual inquilino.

 

O cidadão Aníbal não preenche um único dos requisitos referidos. Nunca demonstrou na sua vida pública, possuir craveira intelectual, antes pelo contrário. Veja-se o seu comportamento, por exemplo, no que diz respeito ao Nobel da literatura, josé Saramago, por acaso cidadão nacional. Analise-se a sua actividade no escandaloso caso BPN. Recrie-se a sua acção política, enquanto Presidente. Recordo alguns momentos: a colaboração estratégica do primeiro mandato, visando garantir o segundo; A atitude revanchista para com os adversários, após a segunda eleição; a deslealdade para com o governo em funções na tomada de posse do segundo mandato; o alinhamento com o PSD e com a coligação negativa reunida para derrubar Sócrates, fazendo coro com a demagogia que considerava este responsável por toda a situação de Portugal, quase desde a fundação; o apoio sem reservas a um governo que não respeita os direitos dos cidadãos e que está a destruir o país.

 

O cidadão Aníbal, Presidente eleito por alguns portugueses, tem mostrado ao longo deste  mandato, o seu verdadeiro carácter: mesquinho, vingativo, intelectualmente limitado, contraditório nas ideias e na acção, pondo acima do interesse geral os interesses partidários que representa. Nunca  foi e cada vez menos é o Presidente de todos os portugueses. Só quem tenha andado muito distraído ou seja cínico, é que se pode admirar com o último discurso presidencial. É uma prédica recorrente algumas vezes encoberta por um espesso nevoeiro de cínico calculismo.

 

Tirando o facto de os mandatos presidenciais serem limitados, apetece perguntar: o que ganhámos em poder eleger um Presidente? Que vantagens trouxe em relação à monarquia? Se não existem condições para eleger, para este importante cargo, o melhor cidadão, mas aquele que seja rebocado pelo melhor carro partidário, o que adianta ter ou não ter uma República? Corremos sempre o risco de ter como supremo magistrado um qualquer imbecil, um chico-esperto ou um ditadorzito a fazer de democrata.

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Otelo, Isaltino e 25 de Abril

por Naçao Valente, em 24.04.13

 webs.ie uminho pt

Duas notícias que não estão relacionadas (ou estarão?) deixaram-me com a pulga atrás da orelha. Numa anuncia-se a prisão de Isaltino Morais para cumprir uma pena de dois anos que já tem barbas. Custa a acreditar e espero para ver. Na outra fala-se do desaparecimento do Otelo. Otelo, apontado como estratega do movimento do MFA que fez o golpe de 25 de Abril, já foi prisioneiro, com pena cumprida a preceito. Algo estranho se está a passar, foi a primeira reacção. Espero que para melhor, pois para pior já basta assim.

 

Aí senti-me percorrido por uma ténue esperança. É que o mistério Otelo podia estar ligado a um novo golpe, uma espécie de renascimento das cinzas do 25 de Abril. Uma remake século XXI. Quem sabe, pensei, se o homem não foi preparar um novo movimento para acabar com o estado a que isto chegou. E como a imaginação não tem limites, voltei a ver-me de novo no largo do Carmo à espera da rendição do actual governo. E senti até o cheiro a liberdade deixado pelo rasto dos tanques militares pilotados por soldados imberbes. E vi-os rodeados de jovens irreverentes colocando-lhes cravos na lapela. Quanto ao PR  consta que se refugiou em parte incerta. Como bibelot decorativo tanto faz. Quero é navegar nas asas de um novo sonho.

 

Apenas um sonho. Depressa bati de chofre na realidade. Diz-se que os advogados de Isaltino inventaram mais não sei quantos recursos e que a sua prisão não passa de mais um fait-divers, de uma nuvem passageira. Quanto a Otelo a desilusão ainda foi maior. Afinal a notícia não se referia ao verdadeiro Otelo, mas um macaco que usa o seu nome. E quem sabe se a prisão de Isaltino não foi fruto de um engano, pensando que se prendia o macaco fujão. Um macaco? Que pena!

 

MG

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Limpinho míster?

por Naçao Valente, em 22.04.13

DN.pt     Só dois?

Cada um é para o que nasce. Jorge Jesus nasceu para ser um treinador competente. E também nasceu com muito mais jeito para dar pontapés na gramática,do  que na bola, enquanto jogador. Sobra-lhe em proficiência futebolística o que lhe falta no domínio do verbo. É assim a vida. Não se pode ter tudo ou dito de outra maneira, ninguém é perfeito. Mas como a maioria dos analistas, do jogo, aprendeu a distorcer a realidade de acordo com os seus interesses. Sobre o resultado do último derby afirmou: "ganhámos limpinho". E se a menor capacidade retórica não é nenhum pecado, crime de lesa-pátria, já a análise propositadamente falsificada é desonestidade intelectual. E mesmo no reino do futebolês é a honestidade que distingue os grandes dos pequenos homens. Limpinho míster? Vou ali e já venho!

 

MG

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Esposas de Viseu

por Naçao Valente, em 20.04.13

O site tem uma mensagem curta e directa: «Saiba quem são os homens porcos de Viseu que enganam as nossas conterrâneas!».

E após uma breve explicação, surge a lista de matrículas e modelos automóveis dos clientes destas prostitutas. «Para que as nossas conterrâneas não continuem a ser enganadas por homens porcos que as enganam e tiram da mesa para andarem nas prostitutas da Quinta do Grilo e do Galo, em Viseu. Saiba aqui quem eles são». O site pode ser visitado aqui: http://esposasdeviseu.wordpress.com/

Transcrito do site do Jornal Sol

 

Chamam-lhe a mais velha profissão do mundo. Mulheres de todas as cores exercem-na em todos os continentes. Decerto por variadas razões, mas isso agora não vem ao caso. O que vem mesmo a talhe de foice é a criação do movimento Esposas de Viseu  que um pouco à semelhança do movimento Mães de Bragança, há uns anos, vem a terreiro defender a moral e os bons costumes. De forma curta e grossa chamam aos eventuais frequentadores d porcos e enganadores. Mas pasme-se, ainda foram mais além: criaram uma espécie de index, onde pespegam as matriculas dos carros que por ali andam e que diga-se de passagem, vão deste modestos fiates a poderosos mercedes, o que comprova a transversalidade da coisa.

 

 A prostituição é uma realidade nas nossas sociedades. E tirando o facto de ser exercida de forma coerciva, é uma opção de vida, por razões discutíveis, de algumas mulheres. Existe enquanto existirem homens ou mulheres ( também existe prostituição masculina) que procurem  estes serviços. O que me parece mais discutível neste tipo de movimentos, é o julgamento moral que fazem dos utilizadores dos locais de sexo pago. Dos de Viseu especificamente e generalizando de todos, pretéritos, presentes e futuros. Com todo o respeito pelas "esposas" esta não é certamente a melhor forma de combater a prostituição ou até o incómodo que o folclore que lhe está associado pode causar. Há outros processos, seguramente mais eficazes. Perdoem-me mas não consigo levar isto muito a sério, por mais razões que tenham as queixosas.  Olhem, se as matrículas dos vossos consortes estiveram no Index, tirem-lhes a chave. Se não tiverem tirem por precaução. Se quiserem ir que vão a pé, fazem exercício e poupam no combustível. Deveras importante no tempos que vivemos.

 

MG

 

PS Afirmo por minha honra que a matrícula do meu carro não está lista. Que alívio. Já me basta ser designado de pig pelas agências de rating.

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Consenso e com senso

por Naçao Valente, em 18.04.13

Consenso e com senso,pronunciam-se da mesma maneira mas escrevem-se de forma diferente. Gramaticalmente designam-se palavras homófonas. Consenso aponta no sentido de conseguir acordos através do diálogo. Com senso aplica-se à faculdade de apreciar, de julgar, de ter juízo. Podemos assim e através do casamento das duas ideias encontrar a fórmula de congregar contrários. Mas a que propósito vem toda esta arenguisse? Não é concerteza para transformar este espaço em palco de análise gramatical. Não temos dedos para tocar essa guitarra. Estas palavras vêm à baila a propósito da entrada na ópera bufa em que se transformou o governo Passos/Gaspar, de um personagem chamado Poiares Maduro.

 

Poiares Maduro, ilustre nos meios académicos, mas desconhecido no palco da política entrou pela boca de cena. Foi-lhe entregue a importante pasta de coordenação do governo. É apresentado na comunicação social como uma espécie de salvador da honra do convento de S.Bento. Destacou-se, porém, com a utilização da palavra consenso. Disse, quem fez a contabilidade, que a usou doze vezes na sua curta intervenção, na conferência de imprensa do governo. Consenso com tudo e mais umas botas. Esperemos que esta gesta consensual dê bons resultados no interior do próprio governo. Contudo, seria preferível que chamasse à liça o termo  "com senso". Ou seja, que se conseguisse meter senso na desvairada dupla Passos/Gaspar. Teria valido a pena a  contratação de Maduro. Mas será que é possível?

 

MG

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Calotes da Alemanha

por Naçao Valente, em 18.04.13

Depois de ter mandado investigar, o Ministério das Finanças grego apurou que a Alemanha deve mais de 162 mil milhões de euros à Grécia pelas indemnizações compensatórias que não foram pagas ao país após três anos de ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar de o governo grego considerar que o assunto é sensível, especialmente pelo atraso das transferências da troika para o país, Christos Staikouras, ministro da Finanças adjunto, afirma que o assunto está em “aberto”.
Soube-se, entretanto, que a Alemanha deve 2,3 mil milhões de euros a Portugal por indemnizações da I Guerra. Acham que o ministro das Finanças da troika também vai averiguar o montante em dívida, como fez a Grécia, e reclamar o seu pagamento?

 

Em Câmara Corporativa

 

Aplica-se em pleno o ditado: bem prega frei Tomás, faz o que ele diz não faças o que ele faz. D facto a Alemanha que ajudou a endividar os países do Sul em benefício próprio, com a venda de submarinos, aviões e outras quinquilharias de pouca monta, exige a esses países o pagamento acelerado das suas dívidas. Contudo, ainda não pagou um calote quase centenário a Portugal e sofre de amnésia sobre as indemnizações compensatórias que deve à Grécia desde a Segunda Guerra Mundial.

 

Partindo do princípio que a Alemanha é "pessoa" de bem só encontro uma explicação. A Alemanha quer que estes países sigam o seu exemplo, isto é que se travistam de caloteiros. Só assim se entende a receita que lhes está a aplicar e que vai no sentido de destruir as suas economias com a austeridade. Deste modo como é que países sem rendimentos e cada vez mais endividados vão conseguir pagar?

 

MG

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Carta armadilhada

por Naçao Valente, em 16.04.13

Todas as evidências comprovam que  governo português não joga com o baralho todo. É um baralho com muitos duques e sem um único ás. Tem apenas um rei de copas mas que não reina. Quem reina, de verdade, é um Joker infiltrado no baralho, como um cavalo de Trói(k)a, que passa o tempo a dar cheque ao rei. Também tem um cavaleiro de pau andante que raramente pára no mesmo sítio, isto é, tanto está fora como está dentro do baralho. Enquanto anda na sua missão de agente duplo, faz bluff com a sua aliada dama de ouros, uma espécie de deusa mãe pré-histórica, ligada ao culto da terra. Há ainda uma manilha de espadas armada em justiceira impoluta. Depois restam ternos, apenas para dar volume, mas sem qualquer valor na pontuação. É um baralho de cartas viciadas. Alimenta um jogo de batoteiros que jogam poker com o dinheiro dos outros. A batota continua, descarada, mesmo debaixo do olhar de um sherif estrábico. Mas para que o jogo tenha êxito precisam de uma novo parceiro. A carta armadilhada já seguiu para endereço Seguro. E tem um falso remetente: um Joker disfarçado de rei. Cuidado!  

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