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Sem papas na língua

por Naçao Valente, em 30.03.13

"Por que é que nós consentimos que tantos seres humanos continuem a ser vítimas da miséria social, da violência doméstica, da escravatura laboral, do abandono familiar, do legalismo da morte, da corrupção judicial, das mortes inocentes na estrada, das mentiras dos astrólogos, do desemprego, de uma classe política incompetente e do monopólio dos bancos?"

Os políticos, por seu turno, refugiam-se em questões sem sentido do verdadeiro bem comum e o sistema bancário, depois de ter imposto a tirania de consumos desnecessários para atingir metas lucrativas, hoje condiciona o crédito justo às jovens famílias portuguesas, com taxas abusivas que dificultam o acesso a uma qualidade de vida com dignidade"

 

Quem proferiu estas palavras? José Sócrates, que tem atribuido a crise à ganância dos mercados? A oposição governamental? Não! Estas sábias palavras foram proferidas por D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga na cerimónia do lava-pés. Mais palavras para quê?

 

 

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Cordeiros pascais

por Naçao Valente, em 30.03.13

 Escrevi este texto em 10 de Abril de 2012. Reli-o. Passou um ano. Não lhe consigo mudar uma vírgula.

 

A Páscoa  é sinónimo de libertação. Os judeus celebram a fuga do Egipto e da escravidão. Simbolicamente sacrificam o cordeiro. Os cristãos comemoram a morte e a ressurreição de Jesus que assumiu as culpas de toda a humanidade e sacrificou-se, metaforicamente, como um cordeiro pascal.

 

Ao contrário de Jesus que se sacrificou para salvar o mundo os nossos governantes sacrificam-nos para salvar os mercados. Merecemos. Cometemos o pecado da gula, embarcamos na barca da luxúria, ousamos querer viver bem, acreditamos no fim da pobreza e na morte da exploração.Pretendemos ter boa educação, ter direito à saúde universal e gratuita. Pecamos contra os omnipotentes mercados. Temos de ser castigados. Temos de cumprir mil penitências. Os sacerdotes dos deuses da usura (governantes) e os seus acólitos (comentadores castrados) fariseus dos novos tempos, vergastam-nos a cada dia que passa com maior violência. Espremem-nos a seiva da vida. E nós pecadores confessos batemos com a mão no peito, mea culpa mea culpa. Somos os cordeiros pascais deste mundo de exploração sem regras.

 

Nesta Páscoa, aqui e agora, os sumo sacerdotes da política carregaram-nos ainda mais de angústia, expurgaram-nos da esperança, substituem libertação por escravidão. A sua falta de seriedade, mais clara em cada dia que passa, chegou ao ponto de inverter o significado da longa tradição pascal. O símbolo desta Páscoa não é um cordeiro sacrificado para libertar, mas um coelho libertado para explorar.

MG

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Carta a Schauble

por Naçao Valente, em 29.03.13

Queria dizer-lhe também, senhor ministro, que comparar a atitude de alguns Estados a miúdos que, na escola, têm inveja dos melhores alunos é, no mínimo, ofensivo para milhões de europeus que têm feito sacrifícios brutais nos últimos anos, com redução muito significativa do seu poder de compra, que sofrem com uma recessão económica que já conduziu ao encerramento de muitas empresas, a volumes de desemprego inaceitáveis e a uma perda de esperança no futuro”, acrescentou o presidente do CES, (Silva Peneda)para quem seria “a negação do espírito europeu” que os interesses alemães se sobrepusessem aos europeus, da mesma maneira que “não será do interesse europeu o desenvolvimento de sentimentos anti-Alemanha”.

 

 

Ao escrever ao poderoso ministro do IV Reich, Silva Peneda mostrou coragem, lucidez e inteligência. Tudo o que tem faltado ao governo português especialmente ao ministro das finanças. De facto, os governantes portugueses têm estado de cócoras perante os interesses alemães. E como quanto mais se baixam  mais se vê o rabo, são tratados como capachos da reconstituição do projecto hitleriano do espaço vital. A Alemanha ao tentar aprisionar a União Europeia está a mostrar a sua verdadeira natureza: a assunção da raça superior. Os demónios do nazismo estão a renascer das cinzas mal apagadas do pós-guerra. Os fantasmas do racismo já cavalgam à solta por toda a Europa. Com a conivência de dirigentes europeus submissos e fracos e o apoio de lambe-botas da austeridade, a Alemanha da dupla Schauble/Merkle, está a destruir o projecto europeu e a abrir portas a uma nova guerra. Como num ciclo de eterno retorno e de um recorrente auto suicídio a Europa sucumbirá, incluindo a própria Alemanha. Pela memória de milhões de mortos e pelos vivos que querem continuar a viver é preciso parar com esta loucura. A carta do Presidente do Ces pode ser um fait divers para o arrogante Schauble, mas também pode despertar consciências adormecidas. Temos que acreditar que esta e outras pequenas fagulhas podem incendiar (no bom sentido) a pradaria.

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Galanço

por Naçao Valente, em 28.03.13

Ai que linda troca de olhos

que se deu agora ali

trocaram-se uns olhos negros

por uns outros que eu bem vi

 

Troca de olhares, especialmente com o sexo oposto, estão no nosso ADN. Quem não os teve? Miguel Sousa Tavares chamou-lhe "galanço". Na rua, nos transportes públicos, no recato de uma livraria, no recanto de um bar, quantos olhares não trocamos, uns fugazes, outros mais intensos, uns ocasionais, outros deliberados, uns inocentes, outros intencionais. É uma forma de comunicação tão natural como qualquer outra. Com a vantagem de não ser curto circuitada pela inabilidade das palavras. É um momento de prazer instantâneo, quase sempre sem consequências e sem continuidade. Cada um frui-o à sua maneira dando azo à livre imaginação. Pode ser uma breve traição às fidelidades assumidas. Não mais que isso. Depois há o regressa intacto à relação institucionalmente estabelecida, à real realidade.O "galanço"  funciona como um adultério virtual, uma sedução da mente que preserva e reforça a fidelidade do físico. Neste processo só os olhos pecam. Bendito pecado!

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O regresso da oposição

por Naçao Valente, em 28.03.13

Sócrates chegou disse e venceu! Fez mais oposição em noventa minutos, que o insípido Seguro em dois anos, que o bicéfalo Bloco de Esquerda desde a saída de Louça, que a guerrilha sindical de Jerónomo de Sousa à solta nas ruas. Responsabilizou os partidos de esquerda e de direita de abrirem as portas à Troika, quando boicotaram a solução encontrada para o evitar-o PEC IV. Desmistificou as desculpas de mau pagador, lembrando que no acordo com a Troika não estavam previstos nem cortes de subsídios, nem aumentos de imposos, nem uma austeridade sem limites. Contrariou a narrativa única da herança do passado para justificar todas as malfeitorias e toda a incompetência. Desmascarou o cinismo do cidadão Cavaco grande responsável pela situação em que estamos.

O clima de águas paradas em que temos vivido acabou. Esta gente que destrói o país e os seus acólitos podem continuar a demonizar Sócrates,mas acabou-se-lhes o auditório de basbaques acomodados. Deixaram de falar sozinhos. Vão ter a resposta pronta. A oposição voltou. A esperança pode renascer.

 

MG 

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Isto é Portugal...

por Naçao Valente, em 25.03.13

Portugal pode não ser um país rico de recursos mas é um pais rico na sua diversidade cultural. Nestes tempos de servidão, imposta como chumbo, sobre os países do Sul da Europa e em que tecnocracia reinante reduz os cidadãos a números e as sociedades a estatísticas, convêm lembrar que milhares de desempregados, explorados, espoliados e ofendidos são pessoas. Têm necessidades, desejos, sentimentos, emoções. A vida não se reduz a produzir, consumir com colunas em Excel. A fome mata o corpo mas também pode matar o espírito e sem o equilíbrio destas duas componentes não existe humanidade na verdadeira acepção da palavra. Portugal tem mais de oitocentos de anos de história e um património cultural impar, que é ao mesmo tempo património europeu e património da humanidade. A Europa, como se está a comprovar, não tem futuro na tecnocracia. O futuro da Europa só é possível na unidade da sua diversidade cultural. Por isso aqui deixamos hoje um bocadinho da cultura popular de Trás-os-Montes, na música dos Galandum Galundaina. Apreciem. Isto é Portugal, isto é a expressão da Europa dos povos. 

 

 

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Quase quarenta anos de democracia, não apagaram a mentalidade censória do salazarismo. Vejo e custa-me acreditar. Que alguns articulistas continuem a fazer passar a imagem que Sócrates foi o culpado por todos os males do país e quiça do mundo, eu percebo. Lá terão as suas razões e não são inocentes. Que  cem mil assinaturas de uma petição queiram silenciar o direito à opinião de um cidadão no uso de todos os direitos constitucionais cheira-me a esturro. Tanto mais que sobre quase vinte por cento de desempregados essas cem mil assinaturas, petição zero. E sobre o esbulho feito aos reformados por este governo petição zero. E sobre as inconstitucionalidades orçamentais, como uma carga fiscal ilegal, petição zero. E sobre a  destruição do tecido económico em apenas dois anos, petição zero. Em suma o único problema grave do país são os eventuais comentários públicos de um ex-governante. Apenas de um ex-governante, porque todos os outros têm direito à sua tribuna. Eu só encontro uma explicação: estas cem mil assinaturas são uma miscelânea de má fé, ignorância e alguma estupidez natural. Estas cem mil assinaturas mostram uma incapacidade de pensamento livre e racional. Nem um milagre do esperançoso Papa Francisco, conseguirá meter raciocínio em cabeças ocas. Quanto aos seus mentores são gato escondido com o rabo de fora.

 

MG

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Quem tem medo de José Sócrates?

por Naçao Valente, em 21.03.13

José Sócrates foi Primeiro-ministro de Portugal como o foram outros durante o advento da democracia. Na sua governação cometeu erros, como também tomou medidas certas. A sua responsabilidade na situação económica e financeira do país, não é maior nem menor que a dos seus antecessores. Quando muito será diferente. Convém lembrar que Cavaco Silva, governou dez anos, criou o monstro e foi premiado com a presidência da República. Durão Barroso deixou o país de tanga e foi ocupar um lugar dourado na UE. Sócrates não foi proscrito. Podia ter continuado como Secretário-geral do PS ou simplesmente como deputado eleito. Voluntariamente, resolveu abandonar a vida política. Vai regressar como comentador televisivo. É um direito que tem como português e como cidadão livre. Querer limitar esse direito é uma forma de censura inadmissível. Não percebo, por isso, a histeria que por aí grassa sobre o seu regresso, aplicando-lhe uma pena de ostracismo. Apetece perguntar: quem tem medo de José Sócrates?

 

MG

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A oportunidade do desemprego

por Naçao Valente, em 21.03.13

"Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma tem de representar, também uma oportunidade  para mudar de vida. O programa de rescisões por mútuo acordo( com os funcionários públicos) deverá ser encarado como uma oportunidade e não como uma ameaça". Quem pronunciou estas palavras? Um empresário, um lunático, um ideólogo? Nenhum deles. Foi nem mais nem menos que o Primeiro-ministro Passos Coelho,respectivamente em Maio de 2012 e Março de 2013. Estas afirmações recorrentes, senão não fossem trágicas seriam certamente cómicas. Melhor, as palavras de Passos Coelho são, ao mesmo tempo, trágicas e cómicas. Considerar o desemprego, especialmente quando não há oferta de emprego, uma oportunidade, além de mostrar insensibilidade social é também um disparate.

 

Contrariando o ditado "bem prega frei Tomás..." porque não  se despede o Primeiro-ministro? Terá a sua oportunidade para mudar de vida e permitirá aos portugueses escolher de facto o seu caminho. Certamente que os dirigentes europeus, que serve com autêntico espírito e corpo de lacaio, não deixarão de lhe dar essa oportunidade.

 

MG

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Requiem pelo Estado de Direito

por Naçao Valente, em 18.03.13

Na caminhada da humanidade para um mundo mais justo, o estabelecimento do Estado de Direito é um passo de gigante. Estabelece regras comuns a todos os cidadãos, considerados iguais perante a lei. O contrato, entre o estado e a sociedade, firma-se como uma relação dialéctica contra abusos.

Este contrato influencia e baliza as relações juridicas em todos os níveis sociais. É nesse sentido que se pautam também as relações dos cidadãos com a Banca.  O cliente entrega o seu dinheiro a uma instituição bancária  em troca de um juro estabelecido e da sua segurança. Quando se desrespeitam as  normas estabelecidas, pôe-se em causa o Estado de Direito.

O que se está a passar em Chipre, vem ao arrepio das normas de um Estado sob o primado da lei. Tirar aos depositantes uma percentagem do seu capital é roubo. E quando é efectuado pela superstrutura política da União Europeia, é um esbulho institucionalizado. A partir daqui, o Estado de Direito está ferido de morte. Tudo o que pensemos e não pensemos pode vir a seguir.

Estamos sob o domínio de um poder fora da lei. Estamos a ser dirigidos por uma inconsciência sem limites e que raia a loucura. Das duas uma: ou estes loucos são presos e/ou internados ou isto vai acabar muito mal.

 

MG  

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