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Um  Técnico Superior Especialista de Assuntos Específicos Não Especializados (vulgo Político) chamado Sócrates disse em tempos idos que o mundo tinha mudado em duas semanas. Por muitas e variadas razões quase ninguém o levou a sério. Mas o facto é que o homem apenas pecou por defeito. Comprovou-se que o mundo estava a mudar a um ritmo alucinante. Uma das mudanças que mais me está a perturbar é a nova designação das profissões, aliás de acordo com o novo figurino do status social. Os neurónios dão o seu melhor para  me manter sempre em cima do acontecimento,mas a memória não acompanha tão acelerado ritmo.

 

Como quem não tem cão caça com gato ando munido de pequeno dicionário de cábulas a que recorro em momentos de aflição. Ainda ontem, tive que o utilizar à pressa para não chamar Arrumador ao Assessor de Orientação de Tráfego em Situação de Imobilidade. Safei-me à pele, senão lá ia mais um risco no carro. No entanto, fiquei bastante aborrecido quando verifiquei que tinha os sapatos pouco apresentáveis sobretudo porque não é fácil encontrar um Engraxador digo, Promotor de Calçado Luzente. Já quando entrei no recinto da escola secundária e me ia dirigir ao  Coordenador de Fluxos de Entradas e Saídas (vulgo Porteiro) fui alertado por um colega de profissão ( Orador Especializado em Grupos de Atenção Variável (vulgo professor)) para não cometer de novo a gafe de chamar à Assistente Operacional de Acção Educativa, auxiliar de educação ou como às vezes acontecia senhora contínua. Caia mal e só não se sente quem não é filho de boa gente e tresandava a descriminação racista. Mas com o meu auxiliar de memória ando muito mais descansado. Infelizmente nem todo o bom cidadão o possui. E pode ser perigoso. Imaginem agora um cavalheiro que quer contratar os serviços de uma daquelas damas que exercem a dita mais velha profissão do mundo e se lhe dirige dizendo, "ó menina da vida ou pior dona prostituta em vez de dr.ª - Técnica Especialista em Terapia Masculina!" De certo que leva logo um tabefe no focinho, nem que seja um Assessor de Engenharia Civil (Trolha) . E agora vejam aquele Técnico Superior Especialista de Assuntos Específicos Não Especializados (vulgo Político) que usa o "coiso" para tudo e para nada (até na Assembleia) a tratar assim uma destas técnicas. Bom, olhando bem para a cara dele não sei se arriscavam lá pôr a sua mão!

 

Contudo e por força da rotina, a minha memória conseguiu decorar o nome das quatro técnicas que me servem no ludoespaço de sabores (vulgo pastelaria) onde tomo o meu carioca cheio, com adoçante biológico. (vulgo sacarina) Estas profissionais são tão proficientes que estudaram o meu perfil e assim que transponho a porta automática do estabelecimento logo a CEO Sónia pisca o olho para a Especialista em Logística de Produtos Viciantes, que por sua vez acciona uma máquina de onde sai o café que a Consultora Especialista em Logística Alimentar (Empregada de Mesa) me coloca à frente, no preciso momento em que me acabo de sentar. Querem maior eficiência? impossível! Nem na licenciatura do Relvas. E para compor o ramalhete ainda chega  uma Supervisora Geral de Bem-Estar que me oferece os jornais para leitura instantânea. Normalmente aceito o desportivo, por causa da alienante dependência futeboleira, mas recuso o tablóide Correio da Manhã. É que mesmo trazido pelas mãos carinhosas e delicadas de uma supervisora traço o meu limite. Saio plenamente satisfeito por viver num país de tamanha especialização. De tempos a tempos apalpo o bolso para ver se ainda mantenho o precioso dicionário, pois corre-se sempre o risco de ser levado sorrateiramente por um (não confundir com membros do governo da nação)  Técnico de Redistribuição de Rendimentos. (vulgo Ladrão)

 

MG

 

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O homem sem qualidades

por Naçao Valente, em 28.07.12

Nasci no Estado Novo. A República era então uma caricatura do regime fundado em 1910. Os seus valores com destaque para a liberdade foram submergidos pelo chamado interesse da nação, enquanto entidade mítica, acima de tudo e de todos(a maioria). Como se a nação não fosse a vontade e a expressão de todos os cidadãos. Como se a nação se confundisse com vontades de alguns iluminados e interesse de outros tantos. Embora ainda debaixo da capa formal da democracia, restaurada em 1974, é este o pensamento dominante na esfera do poder nos tempos actuais. 

 

Nasci no Estado Novo, mas aprendi a ser republicano. Ensinaram-me que o poder perpetuado ao longo do tempo na mesma família é um privilégio antidemocrático e nesse sentido, não faz sentido, a existência da monarquia. Mas depois percebi que a democracia também tem defeitos e que a expressão do voto popular não é imaculada. É um preço que temos de pagar pela democracia republicana, acreditando que é possível aperfeiçoá-la. Aperfeiçoá-lo ao ponto de não elegermos gente sem qualidades e sem competência como os que nos governam. Aperfeiçoá-la ao ponto de não elegermos um homem sem qualidades para a mais alta magistratura da nação. Um homem que pôs o interesse da sua família política acima do interesse do país. Um homem que debita banalidades e respira contradições, arrastando num interminável  ópera patética o seu mandato. Que acabe depressa, senão começamos a ter saudades da monarquia.

MG

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 Pacheco Pereira no Público (via Câmara Corporativa)

 

Pedro Ferraz da Costa diz, com aquele ar perpetuamente zangado e enjoado com o mundo, que é preciso acabar com 100.000 ou 200.000 empregos na função pública, sem problema nenhum, porque o Estado vai continuar a funcionar na mesma. É que não é análise, é desejo. É quando se defende um mundo que funcione para as "empresas" - uma abstracção funcional porque o que eles querem dizer é outra coisa - sem ter que emperrar porque há leis, direito e direitos, instituições e eleições, interesses outros que não os das classes "certas". Quando esse discurso, bruto e sem ambiguidades, veio ao de cima com a decisão do Tribunal Constitucional, percebemos bem a raiva.

No meio disto tudo, Passos Coelho fornece outro produto, mais à sua dimensão de executante, mas que também transporta alguma desta raiva. É quando Passos Coelho diz que "não estamos a exigir de mais", como se fosse pouco o que se está a "exigir" e ainda não levaram em cima com a dose toda. É quando avança com mais uma comparação moral que mostra o imaginário onde estamos metidos; não podemos correr o risco de nos cruzar com os nossos credores "nos bons restaurantes e boas lojas". É mesmo isso que os portugueses andaram a fazer nos últimos anos, a comprar malas Vuitton e sapatos Jimmy Choo!
Passos dizia que as pessoas "simples" percebiam isto, porque de facto para ele as coisas são assim simples. Então como é que nos devemos "cruzar com os nossos credores"? De alpergatas, vestidos de chita, trabalhando dez horas por um salário de miséria? É que não é preciso andar muito tempo para trás para ter sido assim. Ainda há quem se lembre. Deve ser por isso que é preciso "ajustar".

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DITO E PENSADO! que se lixem as eleições

por Naçao Valente, em 24.07.12

noticias.sapo.pt

 

Que se lixem as eleições. Que se lixem! Eu estou eleito até 2015. Que se lixem os pategos dos eleitores que me elegeram. Que se lixe a diminuição da receita. Que se lixe! Ainda há muito salário para cortar. Que se lixe a licenciatura do Relvas. Que se lixe! Está dada, ninguém lha tira. Que se lixe a destruição da economia. Que se lixe! O desemprego é uma oportunidade. Que se lixem as empresas públicas rentáveis. Que se lixem!  Já nos chegam as falidas. Que se lixe a incompetência. Que se lixe! O povo merece-a. Que se lixe a democracia. Que se lixe! Isso é coisa de ricos. Nós somos pobres, não podemos ter esse vício.

 

Que se lixem os portugueses, o que interessa é  Portugal. É fácil e simples. Simples e fácil. Bandeira na lapela. Patriotismo tipo Scolari. Scolari em todas as janelas. Fome em todas as casas. Probezinhos mas honradinhos.

 

Lá para 2015, falamos...

 

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Nova tourada

por Naçao Valente, em 22.07.12

jonasnuts.com

 

Não importa sol ou sombra

camarotes ou barreiras

toureamos ombro a ombro

as feras

 

Ary  dos Santos

 

 

Fomos levados ao engano

por capote de um cigano

com promessas do camano

beras

 

Entram moços jotas e comentadores

e falinhas mansas

entram verborreias de falsos doutores

e rotundas panças

entram peões de mentiras e rumores

cuja profissão

se lança

 

Com verónicas de medo

para nos empobrecer

puseram este país

a morrer

 

Temos que enfrentar o bicho

com coragem e sageza

pra atiramos para o lixo

a tristeza.

 

 

Entram boys a fazer campanha

que não sabem nada

gritam slogans cheios de manha

que não valem nada

pintam tudo de uma cor bem preta

cuja autenticidade

é treta

 

Entram  velhos tontos e oportunistas

e entram paspalhões

entram charlatães, novos vigaristas

e entram os pavões

Entram galinhas de pequena crista

entram os ladrões

à vista

 

Entram sempre  as mesmas quadrilhas

fazem a faena´

entram  coloridas muitas bandarilhas

grandes e pequenas

Entra  o povo manso preso em armadilhas

que enche a arena

que pena

 

Entram os  três turistas cheios de cifrões

e passes de peito

entram  cortes cegos de muitos milhões

e feitos a eito

entram as sortes de muitos capotes

passes de muleta

ministros, gestores e cortes

da teta

 

Entram privatizações,fiscos e falências

charters de chineses

entra a loucura e a incompetência

tantas vezes

entra a Alemanha ,entra a altivez

a mal ou a mal

e grita a estupidez

acabou-se  Portugal

 

 

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Um não assunto: a rapariguinha do salão de beleza

por Naçao Valente, em 19.07.12

bibo-porto-carago.blogspot.com

 

Hoje fui ao salão de beleza tratar dos meus escassos pelos capilares. Mas o que é isso interessa, dirão habituais ou ocasionais leitores. Não interessa absolutamente nada. Melhor é um não assunto, diria o primeiro se acaso me visitasse. Mas não me visita e ainda bem. Antes só que mal acompanhado. Por outro lado vou falar do quê? Da badalada e estafada crise? Já enjoa até um marinheiro. Do fenómeno Relvas? Para quê bater mais no ceguinho? No bosão de higgs? É coisa de curiosos enxeridos.

Interessante ou não, está decidido. Um não assunto também tem direito à vida. Por isso vou dar uns minutinhos à rapariguinha do salão de beleza.  E digo com toda a sinceridade: independentemente da sua competência profissional é um daqueles exemplares (no bom sentido) que faz um homem desejar acampar permanentemente em frente da cadeira de penteados. Não é que seja muito bonita, mas tem cá um corpinho que faz inveja ao corpinho danone. (depois mando a factura da publicidade)Nem quando uma voz de outra mocinha me perguntou "faz as unhas?" consegui desligar os sentidos da sua presença.

  Quando aqueles dedos que só podem ser de anjo, quando aquela voz tão melodiosa como a quinta sinfonia me perguntou como queria o corte, quando o seu odor a flores campestres me envolveu como uma nuvem, quando luz do  seu olhar reflectido no espelho me cegou o raciocínio, senti que só podia estar no céu.

Mas não. No céu não podiam admitir uma dondoca sentada a meu lado (agora os salões de beleza são unissexo) e que vomitava à velocidade do som um discurso que só podia sair da TLEBS. E num sítio puro e original nunca poderá entrar essa coisa demoníaca. Procurei exorcizar esses demónios e refugiei-me na imaginação especulativa. Imaginei então a rapariguinha no tempo em que se abriam e valorizavam maternidades; vi-a crescer na época em que a pré-escola era um passo importante na formação e em que a escola tinha turmas que cabiam nas salas, apenas na horizontal; bateu-me até que se calhar tirou o curso nas extintas novas oportunidades. Que bem que aplicava o champô. Sempre na dose certa. E que bem que ela manejava a tesoura. Nem uma tesourada fora do sítio. E mesmo sem ter ido à Universidade que útil serviço presta à comunidade. Estive quase tentado a sugerir-lhe que apresentasse o currículo numa faculdade de tecnologias talvez lhe dessem um diploma de engenharia em química. Queria sugerir, mas não sugeri.  Podia ser mal interpretado. E sei lá se tem um pai desconfiado ou um namorado ciumento? E sei lá se depois os clientes ficam invejosos e começam a considerá-la desonesta e oportunista? É que não me importo de perder um ministro ou até um governo inteiro. Mas não quero perder a minha rapariguinha do salão de beleza.

E quem teve a pachorra de chegar aqui talvez tenha aprendido que mesmo um não assunto pode dar vida "prái"  a 2500 ignorados caracteres. E daí a uma licenciatura em pouca vergonha...

 

cronista sem assunto

 

 

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Chegou o verão

por Naçao Valente, em 17.07.12

Na rua caminham gentes

o sol é como um tição

ouvem-se passos dolentes

o calor acende as mentes

apressa a respiração.

Alerta!  Chegou o verão...

 

Aa ruas ganham mais cor

o ar respira paixão

o peito solta o amor

nas pernas sobe o calção.

Os corpos falam calor

alegre, chegou o verão...

 

nas praias do mar salgado

  biquínis  cobrem o chão

 sereias  de fresco odor

torram espalmadas no chão,

seios livres ganham rubor

escaldante, chegou o verão...

 

os olhos comem gulosos

umbigos em exposição ,

desejos voluptuosos

sonhos de breve ilusão

momentos deliciosos

bendito, chegou o verão…

 

passam óculos raiban

passa gente num afã

e a pobreza envergonhada.

Muitos sonhos, tanta dor

ventres livres de pudor

chega tudo e chega nada…

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Merda na ventoinha

por Naçao Valente, em 15.07.12

 totalblog.clod5.com

 

Aviso: Este texto usa linguagem obscena. Quem for alérgico não pode ler. Por favor!

 

Introdução

 

Se a merda na ventoinha,

Nem é tua nem é minha

De quem é essa merdinha?

 

 Desenvolvimento

 

Não temos rei nem rainha,

Já só comemos sardinha

E ainda apanhamos na pinha

Com a merda da ventoinha. 

Será caca de galinha

De suíno ou de tainha?

Pelo cheiro q´ela tinha

Nem é tua nem é minha. 

Não será da latrininha

Onde defeca a troikinha

Mais  um sujeito fuinha,

De quem é essa merdinha?

 

Conclusão

 

Mas se for analisada

Com ciência e precisão,

Vê-se que cheira a cambada

Do governo da nação,

Que a troco de quase nada

A deu ao povo por pão!

 

Poetaventoado

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Sobre a lucidez

por Naçao Valente, em 13.07.12

Os alemães podem ter uma grande capacidade de trabalho. Sempre o demonstraram. Contudo o seu percurso histórico não abona muito em favor da sua lucidez. A Alemanha apresenta um currículo pautado por guerras e conflitos. No tempo da primeira união do espaço europeu, designado como Império Romano, as tribos germanas começaram a forçar a sua entrada neste espaço atraídas  pela sua riqueza. No século V aproveitando o enfraquecimento da civilização romana, conseguiram derrubar o imperador e destruir a unidade politica do império, dividindo-o em vários reinos que se digladiavam entre si. Começou então o longo período chamado de Idade Média ou idade das trevas. Apesar das imperfeições do império, com uma economia assente, em parte,  num injusto trabalho escravo, deu-se de facto um enorme recuo civilizacional na organização económica, política, social e cultural da Europa. A época do feudalismo  correspondeu a constantes conflitos dentro do espaço europeu. Com o advento do capitalismo comercial as lutas continuaram pelo controle de territórios, mercados e matérias primas, tendo culminado com duas guerras mundiais no século XX. A opção pela guerra como forma de dirimir interesses não é uma opção inteligente, especialmente depois da mudança de mentalidade gerada pelo humanismo. Neste aspecto a Alemanha não esteve do lado da lucidez.

 

No pós-guerra, os dirigentes europeus perceberam que a construção de uma Europa de progresso e paz passava pela união. Nasceu então o projecto da união europeia. A sua  formação baseada na cooperação e na solidariedade transformou na segunda metade do século XX a europa num espaço avançado de bem-estar. A recente crise do capitalismo foi aproveitada pelo governo alemão, valendo-se do seu poderio económico, para  se auto-eleger como o patrão da Europa. Esquecendo que a sua recuperação se fez à custa de todos os europeus, voltou a puxar dos galões racistas da sua superioridade, para dividir os europeus entre os laboriosos do norte e os preguiçosos do sul. Está mais uma vez no caminho errado. A europa precisa de mais união política e económica. A Europa precisa de mais igualdade e de mais solidariedade. A Europa não precisa de xenofobia. Por esse caminho desintegrar-se-á. E nessa queda para o abismo também estará a Alemanha. Os alemães não aprendem com a história. Os alemães podem ter muita capacidade de trabalho, mas têm pouca lucidez.

 

MG

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Advisers

por Naçao Valente, em 10.07.12

Na mira dos advisers?

 

Para justificar a minha inaptidão para línguas costumo invocar uma afirmação de Eça de Queiroz, que cito de memória: "deve-se falar bem a língua portuguesa; as outras devem-se falar mal, orgulhosamente mal". De facto o meu inglês não é orgulhosamente mau, é orgulhosamente péssimo e digo-o com o orgulho escudado na opinião do grande mestre da literatura portuguesa.

 

Na comissão de ética da Assembleia da República Portuguesa, acentuo portuguesa, vi e ouvi um ministro do governo português, acentuo, português, usar e abusar do termo adviser, numa sessão sobre a privatização da RTP. Fazendo jus à minha orgulhosa ignorância linguística não percebi patavina. Vindo de quem vinha cheirava-me a coisa ruim, dessas que nasceram para nos to fuck. Estava enredado nestas lucubrações quando um deputado, verdadeiramente nacional, resolveu começar a traduzir o Relvas oralmente, uma vez que não havia sistema de legendagem. Que alivio cidadãos! Fiquei, enfim, a saber que advisers são aquilo que na orgulhosa língua pátria chamamos conselheiros. Ao fim e ao cabo pessoas que aconselham. O que me continua a tirar o sono é que se já temos consultores para que é preciso arranjar advisers.  

 

Explico. Um pequeno exercício de memória instantânea foi suficiente para descobrir essa raça de gente. Lembrei-me do adviser(significado lato) que teve a ideia de me sacar dois salários mensais. Também não pude deixar de me lembrar dos juízes advisers que descobriram a quadratura do círculo, ao dizerem não e sim ao mesmo tempo, sobre a inconstitucionalidade do corte dos salários. Ainda tive de me recordar dum adviser que vive em Belém e que conseguiu a proeza de desclassificar a Constituição por doping, para dar a vitória ao orçamento. E raio de memória de elefante: não me sai do pensamento um adviser que acha que a salvação do ensino está nos sacrossantos exames ou a dos advisers de uma Universidade que dão equivalências a tudo o que mexe para produzirem licenciaturas. Qualquer dia vou lá apresentar o meu currículo de consultor sentimental para me darem uma licenciatura em adviser. Feliz da nação que tais advisers tem.

 

Agora se para  conseguir a licenciatura não interessa que fale ponta de corno em português e basta que arranhe o inglês, nem que seja das docas, estou lixado. É que o meu inglês of shit nem me dá para ser um motherfuck de um adviser. Desses que vão ser contratados para to fuck a RTP. Advisers? Fuck. Não sabe o significado? Aqui vai a tradução do goole: que se fodam!

 

Cronista fucked

 

  

 

 

 

 

 

 

 

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