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Do FMI e outros demónios

por Naçao Valente, em 28.02.11

1isthe1.blogspot.com

 

Ou tenho andado distraído ou os obcecados pelo FMI tem estado mais discretos. De facto, não os tenho visto nos órgãos de comunicação onde fazem o mal e caramunha, a dizer tão peremptoriamente, que o FMI já está em Badajoz à espera de visto para entrar.Não sei o que se passa! Será que perderam a fé no dito salvador da pátria e da dívida soberana? Ou será que foram ungidos com um pouco de lucidez e bom senso?

 

O que a realidade nos mostra, é que essa entidade tão adorado por alguns comentadores de tudo e mais umas botas, é mais demónio que santo. A não ser que alguém me explique, por que é que depois de se instalar na Grécia e na Irlanda com o seu rosário de penitências, a situação continua a agravar-se. E o raio dos juros que não descem? E o diabo dos mercados que não se acalmam? E as diabólicas agências de rantig com rabo de fora,  que só rolam num sentido: para baixo.

 

A máxima que se impõe é: Quem não tem dívidas que atire a primeira pedra. Esta história de nos distrair com a divida dos mais pobres, responsáveis sempre por todos os males da humanidade é a estratégia da aranha. vai-se isolando uma vitima, depois outra, depois outra...e depois quando não houver mais? O sistema capitalista de liberalismo selvagem, na sua ganância de tirar mais e mais, pode levar-nos para a autodestruição se ninguém o conseguir parar. 

 

Quando vejo os pequenos diabinhos caseiros a entrar neste perigoso jogo fico arrepiado. A Alemanha da senhora Merkel com a sua teimosia de dividir em vez de unir, de não querer criar mecanismos de regulação económica solidária, na cega ilusão de que está a defender os interesses germânicos, pode acabar por destruir o que levou décadas a ser feito. A sua política de entregar o comando ao diabo do poder financeiro, se não for alterada, acabará por destruir o euro e com ele o projecto europeu. Será uma via de terra queimada com efeitos inimagináveis.

 

A salvação da União Europeia e do seu sonho de sociedade avançada só será viável na unidade de todos os europeus sem distinção entre pequenos e grandes bons e maus da fita. Ainda tenho esperança que o bom senso se sobreponha ao mau gosto.

 

MG

 

 

 

 

 

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Conversa fiada

por Naçao Valente, em 26.02.11

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oficinadesociologia.blogspot.com

 

Em principio todos somos democratas, embora, parafraseando Orwell, alguns sejam mais que outros. De facto, encontramos democratas para todos os gostos e feitios: há os que o são, genuinamente, por convicção e matriz genética, há os que têm que ser  porque vivem em democracia, há os que gostariam de ser porque não vivem, há os que são, mas nem por isso, há que são há sua maneira e por aí fora.

 

Pelo que fica dito não me admiro que haja quem defenda amplas liberdades e abomine os terríveis déspotas do mundo árabe por exemplo, mas fique calado que nem rato quando se trata dos ditadores (ou serão democratas?) da China, de Cuba, da África, entre outros. Das duas uma: ou a democracia é um conceito altamente subjectivo, ou é avaliado de acordo com as conveniências o que vai dar ao mesmo. Salazar chamou-lhe orgânica.  Nos extintos regimes de leste era popular. Cada cor seu paladar. Mais palavras para quê? estamos conversados. 

 

MG

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Cair na real

por Naçao Valente, em 25.02.11

No inicio da década de setenta Portugal era um país que estava a sair, lentamente, de uma economia muito condicionada por uma agricultura de subsistência. Um ténue desenvolvimento industrial à volta das grandes cidades do litoral, assim como o crescimento do sector dos serviços, atraiam gente dos campos, onde o futuro  era repetitivo e limitado.

 

Os jovens com baixa escolaridade e poucas qualificações, aproveitavam esta janela de oportunidade, para para conseguirem condições de vida superiores à dos seus pais. Havia a intenção de mudar de vida e sabia-se que essa mudança exigia esforço, trabalho e sacrifício. Estes jovens, foram educados no pressuposto de  que para triunfar na vida era preciso lutar e subir como se costuma dizer a corda a pulso. Era uma atitude humilde mas positiva, que se traduzia em altos índices de valorização pessoal.

 

O advento da democracia e a entrada na Comunidade Europeia trouxeram alguma prosperidade real, mas também muita prosperidade ilusória. Os filhos da geração pós 25 de Abril, hoje designada como geração à rasca, nasceu à sombra dessa aludida era de bem estar. Foi-lhe incutida a ideia, de que só pelo facto de terem nascido tinham lugar garantido na mesa dos deuses, que para viver bastava abanar a árvore das patacas ou esperar que dos céus chovesse mel. A ideia que se começa de baixo, foi sendo substituída pela ideia que à partida já se está no topo. Pura ilusão.

 

A afirmação de que com a mudança dos tempos se mudam as vontades, deve ser interpretada como uma porta aberta para a luta, num processo de constante dinâmica social, o que significa que, mesmo que se parta da pole position, para se ser vitorioso é preciso muita aplicação. E esta atitude não casa com o comportamento de jovens, que vejo encararem a sua formação, facultada gratuitamente pelo erário público ,com displicência e desleixo. É hora de cair na real. 

 

MG

 

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Sporting ou kamikaze

por Naçao Valente, em 24.02.11

Já foi assim.

sport24.com

 

Sou do Sporting porque nasci do Sporting e por mais que tente não consigo ver-me de outra maneira. Rejubilo com as vitórias, aborrecem-me as derrotas, mas habituei-me a viver com isso com naturalidade e até com humor. Mas o que aconteceu hoje no jogo com o Rangers deixou-me de rastos. Como é possível ser eliminado por uma equipa tecnicamente muito inferior? Pior, como é possível ter a eliminatória ganha no último minuto do prolongamento e entregá-la de mão beijada ao adversário? Foge a qualquer capacidade de compreensão!

 

MG

 

PS Pode um treinador que não consegue ganhar a ninguém vir dizer no fim do jogo: "tudo nos acontece". Pelos vistos, pode.

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O chouriço e o porco

por Naçao Valente, em 23.02.11

escoladeredes.ning.com

 

Quando o poder político reage com energia à arrogância e a provocações de alguns empresários ou capitalistas para chamar os bois pelos nomes, cai o Carmo e a trindade. Ora vejam lá estes políticos a tratar mal os maiores criadores de emprego, diz-se à boca cheia. Sem pôr em causa essa função que desempenham no uso da sua actividade é preciso desfazer um equívoco: a criação de emprego pelos ditos empresários resulta de uma necessidade e não de um acto de benemerência.

 

Com efeito o objectivo central do sistema capitalista é conseguir lucros. A utilização de mão-de-obra remunerada decorre desse objectivo. Os estudos científicos sobre o funcionamento do sistema capitalista, provaram que o empresário proprietário dos meios de produção, estabelecem com os seus trabalhadores uma relação desigual na qual ,para usar uma expressão popular, entregam um chouriço em troca da produção de um porco. E é esse, grosso modo, a razão que leva e sempre levou, com raras excepções que suportam a regra, os empregadores a contratarem trabalhadores.

 

Não quer isto dizer que se excomuguem os capitalistas, pois seria como excomungar o próprio sistema. Possivelmente é o pior sistema que existe, mas o certo é que ainda não se inventou outro melhor. Até porque, as experiências feitas para o substituir, com base nas teorias socialistas falharam redondamente e continuarão a falhar enquanto não mudar a natureza humana. Mas isso são contas de outro rosário e só por si merecem outra análise. 

 

Neste contexto e num clima de cooperação e boa vizinhança cabe aos capitalista investir visando obtenção de  mais-valias e cabe ao poder politico governar, com a legitimidade que recebe transitoriamente da vontade popular. E com essa legitimidade, aplicar o seu programa que pode (e muitas vezes deve) não coincidir com o dos donos do dinheiro. Aliás cabe aos políticos fazer e aplicar leis e regras que procurem encontrar o equilíbrio possível entre os interesses de ambas as partes. No fundo, para não se demitirem do seu papel de fautores de uma cada vez mais justa repartição da riqueza. Estar de cócoras perante alguns cidadãos, só por que, por razões que agora não vêem ao caso, concentram nas suas mãos o poder económico e financeiro é negar a democracia o poder que receberam e a própria harmonia social. 

 

Zé Cavaco

 

 

 

 

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Ser feliz

por Naçao Valente, em 22.02.11
Por sara maria, às 09:35

Ser feliz por exemplo...

Blog A rapariga que matou o coração.

 

Ser feliz por exemplo...mas o que é ser feliz? Ser feliz pode ser tudo e pode ser nada.Ser feliz é um estado de espírito; são momentos,uns duradouros outros fugazes.Correr. Há felicidade num olhar ocasional,numa relação imprevista, num sorriso, na beleza de uma flor, no voo de uma gaivota tentando roubar comida, numa noite de lua cheia, numa recordação,num sonho irrealizável, num cheiro, num sabor...

Há pessoas felizes com lágrimas, há gente que alia felicidade a bem estar material. Para mim felicidade é um conceito tão vago , tão pessoal, tão momentâneo que é impossível de definir. É mais fácil a felicidade encontrar-nos, do que sermos nós a descobri-la por mais que a procuremos.

A felicidade é uma coisa fantástica e como as coisas fantásticas umas vezes há, outras não há...e quem disser que é sempre feliz é porque mente!

 

MG

 

A opinião de um mestre:

 

 

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

 

 

 

 

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O merceeiro e o marçano

por Naçao Valente, em 19.02.11

batutaebiruta.wordpress.com

 

No tempo em que o consumismo não tinha condicionado o nosso quotidiano, a distribuição de alimentos concentrava-se numa vasta rede de mercearias. Muitos jovens, com horizontes limitados, abandonavam então as suas aldeias, para servir como marçanos nas pequenas lojas dos grandes centros urbanos. Os merceeiros eram pessoas remediadas, simples, humildes pouco cultos, mas educados. Repartiam a sua casa com os marçano que subia íngremes escadas, de cabaz às costas, para entregar produtos aos fregueses.  

 

Os merceeiros do consumismo ( chamados empresários) dirigem poderosas cadeias de distribuição, divulgadas por máquinas de propaganda muitas vezes enganosa. Auferindo lucros fabulosos, estão a anos luz dos pequenos lojistas que foram destruindo. Um desses neomerceeiros ( SR. Soares Santos) tratou na comunicação social,  o primeiro-ministro de Portugal, no verbo e no tom como se fosse um seu marçano.

 

 Independentemente de gostarmos ou não engenheiro Sócrates, de acharmos que é competente ou incompetente, honesto ou desonesto, bestial ou besta, merece como qualquer cidadão ser respeitado."Não basta ser rico para ser bem educado" mas a regras de boa educação fazem parte da matriz humana que distingue a civilização da barbárie. Um homem mesmo montado nos seus milhões tem de saber colocar a crítica e a discordância um nível acima da  atitude de carroceiro. (sem ofensa para os mesmos). Ao fim e ao cabo já subiu ao nível de merceeiro.

 

Zé Cavaco

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Viva a música

por Naçao Valente, em 19.02.11

 

Para começar o fim de semana com boa disposição.

 

 

 

vídeo sapo

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Ser

por Naçao Valente, em 18.02.11

Correr atrás do passado é como correr atrás do vento, jamais o alcançaremos.

Artesãocioso do blogue Origens

 

 

 

 

 

Esta frase retirada de um texto de João Gonçalves, numa lúcida reflexão sobre o passado, inspirou-me esta outra: Correr atrás do futuro é ser levado pelo vento, não se sabe para onde nos leva. Talvez por isso não me sinto nem passado nem futuro, sinto-me presente, sinto-me cada instante que conscientemente vivo, consequência do instante que já passou e antecâmara do que virá a seguir. Nesta perspectiva sou simultaneamente passado e futuro feito presente, num tempo e espaço, ora definido, ora indefinido.

 

Ao dizer que sinto, procuro afastar desta reflexão o acto de pensar. Pensar significa catalogar actos voluntários ou involuntários, tristes ou alegres, positivos ou negativos, temporalizá-los, embrulhá-los em certezas subjectivas ou em dúvidas objectivas. Prefiro vivê-los como os vivi, quando os vivi ou como os irei viver, sem a preocupação cartesiana do penso logo existo. O sinto logo existo dá-me uma dimensão menos estruturada do passado, ou metafísica do futuro, mas mais realista e intensa do presente que é o que estou vivendo em cada momento,sem nostalgias temporais.

 

MG

 

 

 

 

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Utopia e realidade

por Naçao Valente, em 18.02.11

O que aconteceu de concreto na chamada revolução jasmim?A queda do presidente ditador, a promessa de eleições daqui a alguns meses e a tentativa de milhares de tunisinos de entrar em Itália para usufruir do eldorado europeu.

 

Uma coisa é a justa crença em utopias e a outra é a crua realidade. A prosperidade ocidental levou séculos a construir, com muitos avanços e recuos. A prosperidade não se decreta, constrói-se. A  construção da sociedade de bem estar não se faz com um ou outro protagonista, mas com mudança de estruturas. Concentrar toda a raiva numa personalidade, esquecendo que o erro está no sistema é pura ilusão. É por estas e por outras que não embandeiro em arco, como muitos comentadores de barriga cheia, que vêem nestes movimentos do mundo árabe, os amanhãs que cantam.

 

A mudança nos países passa por alterações profundas não apenas na política, mas também na economia e nas mentalidades. É um processo que exige paciência, inteligência e tempo, sem esquecer as conjunturas externas num mundo cada vez mais globalizado. 

 

Zé Cavaco

 

 

 

 

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