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O albergue do monstro

por Naçao Valente, em 30.09.10

 

A expressão  Albergue Espanhol significa diversidade. O blog Albergue Espanhol é a negação da diversidade. É um blog ideológica e politicamente assumido. É um blog da direita politica, com uma ou outra excepção para justificar a regra. Os seus autores, assim como a maioria da sua clientela, usam pensamento de sentido único. Foi criado para levar o PSD ao poder. Nada a objectar, é um direito que lhes assiste num regime plural . O que está errado não é a  sua essência, mas a máscara atrás da qual a esconde? Albergue Espanhol uma gaita.

 

Não me identifico com a sua ideologia, nem com a sua verborreia, mas de vez em quando visito-o para ver o estado de alma da direita. Já os vi deprimidos, já os encontrei eufóricos, voltei a senti-los desanimados e agora andam nas nuvens. Cheira-lhes a poder.

 

Este governo não é perfeito. É constituído por homens, com virtudes e defeitos e não por mágicos.Tem gente mais e menos competente. Tem pessoas mais e menos honestas. Tomou medidas certas e medidas erradas. Aqui denunciei algumas com veemência no sector que melhor conheço, a educação por exemplo. Como não sou fundamentalista mantenho sentido crítico para com um governo que representa a minha área ideológica. Não vejo essa mesma isenção nos participantes desse albergue mascarado de espanhol. Todos os meios justificam os fins ou vice-versa. Com o interesse nacional ou contra o interesse nacional. Aliás essa ideia do interesse nacional não passa de pura retórica.

 

Na minha opinião a crise portuguesa assenta nos seguintes pressupostos gerais: o consumo é superior à produção, o endividamento é galopante, o estado gasta o que tem e o que não tem. Sua excelência o Presidente apelidou-o de monstro. Compreende-se, foi ele que o criou. Guterres engordou-o. Durão acarinhou-o. O monstro não é direita nem de esquerda, É. O monstro sou eu, somos todos nós. Gastamos à tripa forra os recursos da nação. Pensamos que somos ricos desde à séculos. É uma fatalidade é uma herança genética, que nenhum governante consegue mudar, chame-se Sócrates ou Coelho. Fazer crer que um governo de direita vai mudar esta situação é não conhecer a história ou conhecendo-a uma tremenda desonestidade intelectual.

Sócrates, ao menos ainda o tentou,quando encetou uma reforma estrutural na função pública contra as corporações. E veja-se o resultado. Vencer o monstro é uma luta ciclópica, prolongada e paciente. Não é tarefa de um homem , nem de um partido, é uma tarefa colectiva. Não é uma mera questão de orçamentos é uma questão de mentalidade. Não perceber isto,  é querer matar leão com fisga. Perceber e persistir é má fé.

 

MG

 

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Triângulo transmontano

por Naçao Valente, em 29.09.10

 

Sabia que a transmontana cidade de Chaves:

 tem raízes pré-históricas;

 foi elevada à categoria de município no ano 79dc no tempo do imperador Flávio;

assistiu no século III às lutas entre Remismundo e Frumário durante a ocupação dos bárbaros;

sofreu durante séculos ao ping pong entre muçulmanos e cristãos;

foi palco da Convenção que pôs fim a revolta cartista de 1837;

travou a 2.ª incursão monárquica de Paiva Couceiro em 1912;

foi a terra portuguesa onde em 1488 foi impresso o primeiro livro em língua portuguesa, chamado Sacramental;

se distingue por possuir importantes recursos hídricos;

possui um monumental património;

gerou ilustres portugueses: Costa Gomes, Mário Carneiro, Nadir  Afonso.

 

Chaves constitui com Bragança e Mirandela um triângulo na região do alto Trás-os montes. Estas duas cidades saíram recentemente do anonimato. A primeira graças à patriótica acção das chamadas mães de Bragança contra um vergonhoso "bataclã". A segunda  por obra de uma menina professora que esparramou a sua beleza integral nas páginas de uma revista internacional. E Chaves com a seu rico passado, com o seu multifacetado património, com o seu dinâmico presente, continua ausente das grandes parangonas do mundo média.  Precisará de um fait divers  para ser catapultada para as bocas do mundo ?
 Ou será este triângulo a excepção à fórmula matemática de Pitágoras?  A soma do quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos
.

 

MG

 

 

 

 

 

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As duas meninas de Mirandela

por Naçao Valente, em 27.09.10

 A Ponte Românica de Mirandela

 

Mirandela é uma cidade portuguesa concerteza. Situada nas margens do rio tua singulariza-se pelos seus monumentos. A conhecida ponte velha que já foi romana e agora é românica. Tem muitas capelas, igrejas, fontes,Solar dos Condes de Vinhais  solares. Tem a particularidade de ter um monumento às mães e originalidade de ter a estátua menina e pomba. "

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Destino e sobrevivência

por Naçao Valente, em 26.09.10

Em elo7.com.br

Sobrevivemos a várias invasões castelhanas. Sobrevivemos às invasões francesas. Sobrevivemos ao domínio inglês. Sobrevivemos à independência do Brasil. Sobrevivemos à bancarrota de 1890. Sobrevivemos à queda da monarquia. Sobrevivemos à perda das colónias.Sobrevivemos ao verão quente de 75 e à sua deriva aventureirista. Sobrevivemos ao FMI mais uma semana e havemos de continuar a sobreviver, apesar de todos os pessimistas. Consumimos mais do que produzimos. Gastamos mais do que temos. Vivemos no fio da navalha da dívida instalada. Não encontro explicação científica para tanta sobrevivência. Resta uma explicação: é o destino; e ao seu destino ninguém foge.

 

MG

 

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Visita inesperada

por Naçao Valente, em 24.09.10

cc3413.wordpress.com

 

Nos tempos da guerra colonial e do serviço militar obrigatório todos os jovens, todos incluindo os coxos passavam pelo exército nacional . A preparação militar visando os palcos coloniais da guerra era rigorosa e exigente. Nos descampados de Tavira fazíamos aplicação militar durante todo o dia. marchar correr, saltar, rastejar até mim dizía-nos uma voz cada vez cada mais distante. Fizesse sol ou caísse chuva, mesmo a picaretas, tínhamos de cumprir o programa diário. Muitas vezes chegávamos rotos, sujos, empapados, o corpo só nos pedia uma posição horizontal nem que fosse num catre de sumaúma. Mas não, porque ás vezes ainda arrastávamos os desconjuntados ossos por marchas nocturnas ou exercícios de orientação com bússola, perdidos na escuridão de caminhos desconhecidos.

 

Um dia, quando o cansaço me entorpecia o corpo e o espírito, ouvi a voz firme do oficial de dia gritar: quem precisar de dar baixa à enfermaria dê um passo em frente; arrastei-me decidido para fora da formatura. Ao mesmo tempo um ruído de botas cardadas quebrou o silêncio da parada.  Formou-se logo ali um pelotão de adoentados que marchou até à enfermaria. Depois de observados e medicados pelo doutor, ocupámos o nosso lugar na sala de recuperação. Umas horas depois, quando nos preparávamos para dormir  o maqueiro de serviço informou. Preparem-se que para a visita nocturna do senhor doutor. Ficamos estupefactos. Visita de médico ? que luxo?.

 

Uma silhueta de contornos esbranquiçados e estetoscópio, acompanhada de um alferes de instruçao avançou na penumbra. Deslizou por entre as camas e  foi ouvindo as queixas dos putativos doentes. Ao meu lado o Craveiro desfiou um rosário de maleitas que nunca mais tinha fim . O senhor doutor ouviu-o pacientemente e quando acabou a ladainha  fixou-o nos olhos com bonomia e afirmou numa voz pausada, Rapaz  tu és um catálogo de doenças. Levanta-te e corre à volta da enfermaria. O atarantado doente virtual correu e tornou a correr, até que o senhor doutor levantou o braço e disse: já chega...volta ao teu lugar. Na cama seguinte estava o Sampaio, o único que se encontrava realmente enfermo. O infeliz  cozido em lume brando por uma febre de quarenta graus mal conseguia abrir os olhos.  Ainda assim o senhor doutor mandou-o levantar e fazer dez flexões. E apesar do febrão executou-as na perfeição. Um outro internado que se queixava do estômago ficou esquecido numa maca um tempo infindo. Acabada a visita a todos os sornas da enfermaria e aplicado a cada um um estranho tratamento, o senhor doutor dirigiu-se para a porta, sempre acompanhado do austero oficial. Quando a sua imagem estava quase a desaparecer do nosso horizonte visual, virou-se de repente como quem vai dar um último conselho: queriam visita nocturna de médico... não queriam mais nada seus parvalhões? Depois de uma primeira reacção de espanto, uma sonora gargalhada matou um silêncio ensurdecedor.

 

O falso médico era afinal o Martins, um internado residente que encontrara uma solução permanente para fugir à dura vida de um recruta em formação e que para sobreviver à pasmaceira da vida hospitalar inventara esta imaginativa recepção, aos sornas transitórios que diariamente se "enfermizavam". E ainda organizava concursos para matarmos a monotonia nos longos dias de internamento. Quando pedi alta para voltar à liberdade dos serros de Tavira o senhor doutor pediu-me desculpa pelo incómodo e desejou-me melhoras definitivas.  E saí com a sensação de ter conhecido o melhor médico do mundo.

 

MG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quem vê caras não vê corações

por Naçao Valente, em 23.09.10

Em monami6f.blogspot.com

Tavira , tirando algumas unidades hoteleiras e a recente abertura de um shopping, continua a ser uma cidade pachorrenta e provinciana. É certo que perdeu o charme que possuía no século XX, mas ainda conserva um certo encanto. Um dos seus ex-libris o quartel de infantaria é hoje um centro de lazer para militares. Quando lá  fiz a recruta militar, o CISMI era um viveiro de juventude que muito animava as suas ruas tortuosas e pejadas de igrejas. Quando nos deixavam transpor a porta de armas, saíamos  aprumados com a nossa farda número um e com as grandes botas cardadas  que nos punham nos pés, marchávamos com ar gingão para atrair os olhares das moças que atrevidas e curiosas nos espreitavam debruçadas nos parapeitos das janelas. Depois de algum tempo de clausura e aplicação militar sem a presença de um sorriso feminino, aqueles risos, às vezes trocistas, eram como uma bênção.

 

Depois de regressarmos da passeata e durante a refeição da noite aproveitávamos para falar das experiências desse regresso à normalidade. Embevecia-me particularmente com as aventuras do Peixoto de Alcabideche. E porque um homem não é de pau, para além da mulher que deixara ,saudosa à espera, dizia que já se tinha envolvido com umas moças de Tavira e até estava de cama e pucarinho com uma dama casada. No dia em que partimos para outros destinos, enquanto observava as janelas fechadas, imaginei-me a a ver por detrás das cortinas damas chorosas pela perda do Alcabideche.

 

 Por ironia do destino eu e o Peixoto fomos transferidos para Alcabideche e para o Regimento de Artilharia de Costa, única unidade que não dava mobilização para a guerra colonial . Nunca percebi porque recebi essa benesse, mas o Peixoto disse-me que  era protegido de uma alta patente militar. Fizemos juntos a especialidade, ele ficou a cumprir o serviço militar na sua terra natal e muitas vezes no aconchego dos seus lençóis e a mim coube-me rumar a outras paragens, por curiosidade bem mais agradáveis. Não voltei a ver o Peixoto durante a vida militar.

 

Depois de ter arrumado as galochas, costumava frequentar Paço de Arcos onde na época tinha uma namorada. Num certo dia vínhamos no meu Fiat coupé para Lisboa onde trabalhávamos, quando por distracção ou aselhice abalroei um desprevenido carocha que circulava na marginal. Enquanto procurava resolver a situação, a namorada de ocasião tentava arranjar um transporte que a levasse para Lisboa. Eis senão quando pára um Porsche tipo desportivo. Surpresa das surpresas. Calculem que ao volante do bólide ia nem mais nem menos que o Peixoto, que logo se ofereceu para levar a dama. Uma desgraça nunca vem só, pensei. Já não me basta a chatice do acidente. Agora o garanhão do Peixoto ainda me rouba a namorada. Afinal não foi roubada pelo Peixoto, mas acabou por ser roubada por um cinquentão, bem colocada numa companhia de aviação americana. Espero que lhe tenha feito bom proveito.

 

Ao chegar ao local de trabalho perguntei à transitória namorada: Então o cavalheiro de Alcabideche não te faltou ao respeito. Não me faltou ao respeito , nem nunca faltaria, pois conversa puxa conversa descobri que o homem é invertido, ou seja gosta mais dos belos corpos masculinos e nem tinha sido preciso confessá-lo, pois os seus maneirismos não enganam ninguém. Fiquei boquiaberto. Como foi possível lidar tanto tempo com o fulano sem uma leve suspeita. Só então percebi que aquela fanfarronice das conquistas não passava de uma forma de esconder a sua verdadeira vocação sexual num meio que poderia ser-lhe hostil. Ou como diz o ditado "quem vê caras, não vê corações".

 

MG

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Carta de namoro

por Naçao Valente, em 22.09.10

 imagem do blogueforanadaevaotres.blogspot.com

 Moça de Braga

Num tempo em que o serviço militar era obrigatório, tive de cumprir durante três anos, como muitos outros, as minhas obrigações de cidadania. Nessa experiência que considero positiva e enriquecedora aprendi importantes valores cívicos, como a solidariedade, o espírito de grupo, a entreajuda, a amizade, o respeito e a disciplina. Mas aprendi também a conhecer melhor o meu país. Nessa época de isolamento os quartéis eram reproduções miniaturizadas do país real.

 Nos vários quartéis convivi com jovens de muitas regiões de um Portugal, que só conhecia dos áridos livros de geografia. Em Tavira, por exemplo, conheci o Meireles de Mirandela, o Santana de Cedofeita, carago, o Justiniano da Vidigueira, porra, o o Zé Manel de Barrancos, conho, entre muitos outros, caraças. Em Oeiras tive a honra de conhecer o Dani, ídolo da bola e protegido do Comandante. Na Trafaria, ajudei a comandar um pequeno destacamento de tropa fandanga, que guardava umas velhas peças de Artilharia de Costa já reformadas pelo advento dos mísseis. Nesse familiar quartel  lembro-me do" Passatempo" de Moncarapacho que rondava os bares da Costa na prestação de serviços sexuais pagos para arranjar umas coroas p´ro o tabaco, ou do  imberbe "Rojão" pescador da Póvoa e cozinheiro improvisado.

 

Quando viajo pelas terras portuguesas, vem-me à memória o nome desses jovens inconscientes que me facultaram a primeira imagem real de Portugal. Há uns meses, ao calcorrear as ruelas da bonita cidade de Braga, lembrei-me do Jaquim, c.... Partilhamos durante algum tempo a camaradagem militar no referido aquartelamento da Trafaria. Tenho uma vaga ideia do seu porte algo rude e das suas maneiras simples e despretensiosas. Era mais um a desejar que o tempo passasse depressa para voltar à sua terra, onde o esperava uma moça casadoira na qual havia de semear filharada para lhe alegrar o dia a dia.   O que melhor recordo desse companheiro, são as cartas que recebia da sua prometida e que não sei porque artes mágicas eram lidas colectivamente. A linguagem usada era para nós sulistas mouriscos um prato de sabores raros e picantes. Português genuíno e vernáculo do melhor. Não me atrevo a reproduzí-la aqui, senão o images.jpg     ostraciza-me por linguagem imprópria, mas tirando uns artigos, umas preposições ou umas conjunções tudo era de c p´ra cima ou de f para baixo. Hoje, décadas passadas, vejo nessa "in"genuinidade linguística da então moça de Braga a essência de uma nação cuja riqueza reside na sua assumida diversidade.

 

MG

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Meninas de Coimbra

por Naçao Valente, em 20.09.10

Hoje fiz a minha visita a Coimbra. Visitei os mesmos lugares, observei as mesmas paisagens, deliciei-me com os mesmos petiscos. Mas sendo objectivamente as mesmas realidades despertam subjectivamente novas sensações. Ir a Coimbra é ver o nunca visto no já visto. É sentir que a liberdade anda à solta, que a cultura não tem idade, que as suas meninas de agora são as suas tricanas de sempre, que vive na eternidade dos seus poetas,  ou na perenidade dos seus estudantes, com ou sem batina, que aliam modernidade e tradição. E porque, por mais retórica que utilize, na essência quase nada consigo acrescentar ao já dito, vou transcrever um texto que escrevi numa visita anterior:

 

Adoro visitar Coimbra. Adoro sentar-me na esplanada do Fórum. Extasio-me com as águas ancestrais e serenas do Mondego, onde repousam amores e desamores de milhares de gerações. Embebedo-me no verde dos seus frondosos arvoredos. Perco-me no casario ondulante das suas encostas que me lembram cidades miniaturas construídas com peças lego. Observo e contemplo. Relaxo o corpo e aquieto a mente.Sinto que fujo por momentos a um quotidiano repleto de cinismo, de mentira, de traição. E não fora uns cavalos fumegantes à solta e em correria sem sentido, como formigas em carreiros de asfalto, julgaria estar no mítico paraíso. Mas mesmo assim Coimbra é uma cidade única na beleza, na personalidade, na esperança.

 

Enquanto vagueava em espírito pela sua existência eterna e admirava as suas tricanas de agora e de sempre, deslizando formosas e inseguras, lembrei-me de Luís Vaz e da sua descalça Leonor.  Sem ter engenho e arte para poetar, atrevi-me a meter foice em seara alheia e apresentar a minha versão pretensamente poética e meramente formal do seu genial poema.

MG

 

De chinelo vai ao shopping

 

De chinelo vai ao Shopping,

morena de pele escura;

Vai  charmosa e bem segura.

 

Na rosto traz alegria,

na boca tem um sorriso,

que  faz perder o siso,

 a qualquer hora do dia;

salpicados de ternura,

os olhos têm desejos,

os lábios sugerem beijos;

vai charmosa e bem segura

 

Na tshirt carecida,

os seios assomam gulosos,

do amor mais desejosos,

que das agruras da vida;

a anca cheia, fogosa

presa na saia apertada,

ondula ao longo da estrada;

bem segura e bem charmosa.

 

MG

 

 

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O labirinto sportinguista

por Naçao Valente, em 20.09.10

 

Ganhámos em França e perdemos em Portugal com uma equipa sul americana Muito melhor estiveram as chamadas segundas linhas(?)..Não sou analista de futebol nem pretendo sê-lo. Deixo essa tarefa para os especialista de todos os matizes. Mas uma coisa quero dizer: esta formação sportinguista dita de titulares, parece-me uma equipa perdida no seu labirinto. Não tem coesão defensiva, não tem audácia a meio campo, não tem profundidade no ataque, não remata. O treinador Paulo Sérgio navega num mar encapelado de equívocos. Deixou-se enrolar tacticamente pelo treinador dos sul americanos e não mexeu uma palha. Temos matéria prima e nacional para fazer melhor. Onde está Salomão, o que é feito de Postiga, e Zapater e ...como é possível não rematar à baliza de uma equipa sem guarda-redes? Assim nem nos matraquilhos! 

jodoas.wordpress.com

MG

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Hoje é Domingo II

por Naçao Valente, em 19.09.10

Nesta imagem do Benfica quandoainda era portugês.

Hoje é Domingo, dia do Senhor e do futebol. Mais do futebol que do Senhor, não fosse esta uma sociedade convictamente materialista. Ainda por cima hoje é dia de derby na capital do país. Jogam Benfica e Sporting ou melhor dizendo quase uma selecção portuguesa contra uma quase selecção sul americana. Só por isto todos os portugueses deviam apoiar o Sporting, que além de desportivo na verdadeira acepção da palavra ainda é português. Não compreendo como podem os benfiquistas apoiar uma equipa que de portuguesa já só tem o nome. Por uma vez vamos ser patriotas. Apoiemos a nossa gente. Gente que tem os mesmos antepassados e canta o mesmo hino, gritando bem alto: "força Portugal, força Sporting" .

 

É a última alegria futebolistíca que nos resta depois  da miséria moral que está a destruir a nossa selecção.

 

MG

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